A Lógica da Beleza

Eu sou simplesmente fascinada pela Beleza… não essa beleza física e passageira de homens e mulheres, mas sim a beleza da vida e da natureza. Portanto, sempre gostei e procurei compreender o modo pelo qual a vida age, atingindo a todos nós em mínimos detalhes que passam despercebidos pelos nossos sentidos… Um dia deparei-me com a Razão Áurea… e sou encantada por ela até hoje…

O texto que segue sobre a Razão foi retirado da revista Bons Fluídos:

Certas formas capturam nosso olhar e mexem com nossos sentidos bem mais do que outras, e isso tem uma razão muito precisa e, ao mesmo tempo, encantadora. “Quando examinamos profundamente o padrão de uma flor, uma concha ou o balanço de um pêndulo, descobrimos aí a perfeição, uma ordenação incrível, que desperta em nós o maravilhoso que experimentávamos quando crianças. Algo infinitamente maior do que nós se revela e percebemos que o ilimitado emerge dos limites, dos padrões bem definidos”,
escreve o arquiteto húngaro György Doczi no livro O Poder dos Limites (ed. Mercuryo).
Por volta do final do século 12, o matemático italiano Leonardo Pisani, também chamado Fibonacci, depois de muitos cálculos e da observação da natureza, chegou a uma fórmula numérica provando que do retângulo perfeito derivam um quadrado e um outro retângulo perfeito, que, por sua vez, remetem a outro retângulo e a um quadrado perfeito e assim por diante (veja figura abaixo).

Com a repetição dessas formas geométricas – triângulos, retângulos, círculos – em proporções harmoniosas, cria-se uma série de espirais, que são a essência da vida. “Não existe vida sem a espiral. Ela é a transição, a transformação. Se não houvesse o movimento espiralado, as flores não se abririam, as galáxias não existiriam”, assegura o arquiteto Roberto Pompéia, professor da Universidade de Campinas (Unicamp) e estudioso das formas geométricas na natureza.

E ele tem razão: o embrião humano é uma espiral – e vai se virando dentro do útero num movimento espiralado até nascer, assim como um broto de samambaia.

Um caracol ou um bichinho minúsculo chamado náutilo, que nasce grudado a um grão de areia no fundo do mar, vão construindo suas casinhas na medida em que crescem. A seqüência dessas câmaras é uma espiral e, portanto, tem a proporção áurea.
Outros exemplos da natureza? As formações dos cristais de rocha e de gelo, a estrela do mar, a rosa, a petúnia, o jasmim-estrela, a teia de aranha, os rabos dos cavalos marinhos, os furacões! Tudo está organizado segundo os números e as fórmulas matemáticas, dizia Pitágoras, matemático grego do século 6 a.C.

“O homem tem dentro de si, no código genético, um determinado padrão também em forma de espiral. Somando-se a ele sua cultura, seus agregados sociais, suas divergências, seu modo de entristecer-se, sua maneira de amar e de enlevar-se, você perceberá, como resultado, uma organização e uma harmonia”, diz o professor Luis Barco, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Na arte

O que faz o artista na pintura, na escultura é ler a natureza em toda a sua plenitude. “As grandes idéias são intuitivas”, garante Barco. “Depois vem um teórico, por exemplo, o matemático Fibonacci, e explica. Mas uma coisa é certa: quando uma relação é harmônica, ela agrada aos olhos. E terá sido criada – ou recriada com base na observação! – por um intelectual ou por um jardineiro”, diz o professor.
A mesma proporção áurea é usada pelos artistas e arquitetos desde a antigüidade. É ela que cria a harmonia entre os traços de um rosto ou entre os elementos de um quadro. Por que a Monalisa é tão atraente? Porque seus olhos, sua boca, suas mãos, seu vestido obedecem a essas regras matemáticas, dominadas com perfeição pelo pintor italiano Leonardo da Vinci (séc. 16). Por que ir à Grécia é tão fascinante? Por que lá estão edifícios de rara beleza construídos com base no casamento sublime das formas geométricas.

Tela de Mondrian

“A proporção áurea tem o poder de criar harmonia porque une diferentes partes, de tal forma que cada uma mantém sua identidade e ao mesmo tempo se integra ao todo. Ela nos mostra que as limitações não são apenas restritivas mas também criativas”, diz o arquiteto Doczi. E, pensando bem, isso não vale só para as formas, mas para tudo nesta vida. Afinal, respeitar e integrar as diferenças entre as pessoas, por exemplo, cria muita harmonia. Mais um motivo para prestar atenção nessa organização maravilhosa que rodeia todos nós e perceber a beleza de cada coisa, de cada instante.

– Lindo, não?
Eu amo desenhar espirais… logo que retornar a fortaleza coloco aqui um desenho novo que fiz…

About these ads

  1. hmm.. isso me fez lembrar a disciplina de Estética e História da Arte q toh fazendo… esse assunto leva a mtas discussões interessantes, eventualmente as teremos…

    bjuuus

  2. Lindo!!! Lindo mesmo Thay!!!!!

    Adorei a materia!

    Fui lendo e pensando? Srta psicologa escritora desenhista desta blog, deve ter adorado…

    beijokas pra ti linda

    ps.: adorei o novo layout do blog! parabén

  3. Pingback: apaixonante ☆ « iη teηs idαde


Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s