Para ser grande, sê inteiro

“Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive”


( Ricardo Reis )

sê todo em cada coisa
põe quanto és no mínimo que fazes…palavras fortes
frases de efeitos
e tão claras, com um objetivo tão definido:

para ser completo, desenvolve-te…conheçe-te…
eis a verdadeira sabedoria: “nada teu exagera ou exclui”.
esta é a pessoa simples. aquela que tem consciência do seu valor
e das suas capacidades.

às vezes reclamam que falo pouco.
mas é tão bom ouvir e refletir.

estou me recuperando de um periodo de algumas mágoas
e como é libertador perceber os contornos das cicatrizes.
libertador também é sorrir e rir dos erros
rir do passado e apostar todas as fichas no futuro.

o importante agora é que sei o que não quero, o que não desejo.

geralmente preocupamo-nos em demasiado com as coisas que almejamos, com aquelas que nos tornarão ‘mais felizes’: um amor, um bem material, uma faculdade, etc. mas esquecemos de nos perguntar que preço estamos dispostos a pagar e abrimos uma margem enoooorme para o sofrimento, a mágoa…a dor (culpa talvez das expectativas que criamos? no troco que receberemos pelo nosso investimento tão alto?…).

Proponho portanto um pequeno exercício de auto-conhecimento. Isso aqui não é terapia, gente. É só um “check-up interno” ok?:

em primeiro lugar, devemos listar aquilo que nos é importante em 2 extremos

  1. “o quê não quero na minha vida”
  2. “o quê desejo na minha vida”(lembrando que desejar e ter são duas coisas diferentes).

após esse belo exercício – acredite, saber aquilo que não gostamos parece ser fácil, mas acredite: é fácil nas pequenas coisas “não quero comer carne 3 vezes por semana”. Mas amplia isso para as relações interpessoais e você terá uma bela noção da dificuldade que definir o que não queremos nos gera.

Bom, obviamente aparecerão os pontos de conflito entre esses dois opostos, chamarei de nós.São esses nós que nos fazem parar no meio do caminho…o velho conflito entre o querer e o poder… por isso mesmo que esses pontos de cruzamento devem sempre serem mantidos em foco: para uma vida mais equilibrada, ao menos.

Certo dia, disse para um ‘amigo virtual’: você precisa de um vício. e é verdade. todos nós precisamos de algo que nos faça sentir vivos. aquele talento que acreditamos não sermos tão bons. aquele esporte que aposentamos no armário de casa. tanta coisa, tanta potencialidade contida em nós ;).

resta a cada um desfazê-los
e seguir em frente: um dia de cada vez…sem pressa.
até porquê, por mais acelerado que vivermos e tentarmos resolver nossas coisas, o tempo não vai funcionar de um modo diferente. o dia ainda tem 24 horas.

então: lembre sempre de respirar e tente ter uma boa vida – não fuja tanto dos pares de olhos no espelho.

About these ads

  1. Olá, Thahy, minha querida! Todos nós precisamos de um vício para nos sentirmos vivos – é o que, âs vezes, nos ajuda a suportar, e nos impede, vez ou outra, que mergulhemos fundo demais em algo que nos trague por completo! Mas é claro que temos o contrapeso, pois esse próprio vício pode ser, ele mesmo, essa draga que nos afoga. Como voicê disse, e sabe muito bem, o equilíbrio não depende apenas de nós mesmos, pois estamos intimamente ligados a toda uma rede de nós. Um conselho que já me deu e encontro aqui repasso para ti: respirar e nunca fugir de nossos mesmo! Abraços. Saudades de ti, poetisa!


Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s