Arquivo para agosto, 2007

agosto 31, 2007

experiência

por thahy

eu sou a minha descendencia genética
sou o ambiente em que cresci
minha família está em mim:

cada história sentida
cada sorriso dado
e a lágrima derramada também

eu sou um pouco de cada pessoa que convivi
um pouco dos lugares que vi
um tantinho assim de saudade

eu sou as alegrias que colhi
e as dores que me obrigaram a crescer.

eu sou um pouco dos meus sonhos
outro tanto dos desejos
um punhado de acalentos

eu nao sou completa
nem quero ser

e quando deixar de ser
continuarei por aí
voltarei à natureza
e passarei a existir.

agosto 31, 2007

cofrinho

por thahy

O Gustavo ganhou a alguns meses um cofrinho em formato de gatinho. Toda moeda que ele achava pelo chão corria para depositar lá.

A única regra que impus sobre o cofrinho era: você só vai ganhar presente no dia das crianças…nada de pedir brinquedo antes desse dia… você vai comprar seu presente com esse dinheirinho aí dentro.

-x

Maaaaasssss numa casa com avós coruja, fica difícil manter uma regra [cruel - na opiniao deles] básica para a educação do nosso leãozinho. Certo dia, correndo pela casa imitando um jato supersônico ultra-rápido, o gu acabou esbarrando numa mesinha e quebrando um vaso-xamego da vó coruja… O bixinho ficou tão desesperado, foi chorando pro quarto, avisar que tinha quebrado:

- Buaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh aaahhhh Vooo-Vóooo eeeuu quebeeei a salaaa!

-É o quê, Gu?

- Vem ver, vó!

(…)

- Vó, eu vou pagar! Eu tenho dinheiro no meu gatinho!

- Tá certo, gu…quando você quebrar o gatinho, você me dá.

Alguns meses depois, com o bendito não suportando mais nenhuma moedinha decidi quebrá-lo com o meu guri… Assim que viu as primeiras moedas, encheu uma mão e correu pro avô:

- Vô! O dinhero do vaso da vovó! Tá aqui, viu?

Meu pai, veio todo prosa, me deu uma nota de 10 escondida do gu e depositou as moedinhas no cofre grande da casa ;) O bixinho não viu a transação comercial e ganhou horas mais tarde uma caixa de chocolate dos avós babões…

precisa nem falar que eu fiquei morrendo de orgulho do meu guri…né?

agosto 27, 2007

30 segundos (final)

por thahy

O centro da cidade parece funcionar como um organismo vivo. Um constante movimento ininterrupto de pessoas, carros, sons e motivos. Os sons tão característicos lembram uma sinfonia de queixas, medos e objetivos. Menos para nossos dois conhecidos naquele banco.

De leve, ele brinca com seus dedos pelo pescoço dela. Ela sorri de modo dissimulado desejando ardentemente seus lábios. O gosto do proibido a atiça, imagina-se demonstrando o que aprendeu nas aulas de dança do ventre enquanto cavalga sobre ele.

Seus dedos dançam a alguns centímetros da área de risco (nossa garota gostava de delimitar seu corpo em diversas zonas: as mais perigosas eram o “playground”, o “one way” e o “no way”). Naquele instante, não mais agüentando o limiar ambos rendem-se a seus instintos, num beijo alucinado que traduz tudo aquilo que não foi dito até então.

Entra a logo do perfume, música de fundo se encerra e o sentimento é traduzido aos nossos consumidores.

Gregório sorri para o chefe ao final da apresentação. Tudo o que deseja é que sua nova campanha seja bem-sucedida. A mensagem é clara: cheiro e sexo. Nada como uma mulher misteriosa e um homem charmoso para vender um produto. “Não pense, nem raciocine: deseje e compre.” – este era seu lema.

- Perfeito, Gregório! Parabéns! Em 30 segundos e sem diálogos, só com insinuações e olhares esta peça ficará perfeita!

- Obrigado, Boss.

- Podemos encerrar a reunião por aqui. Gregório me acompanhe para discutirmos sua promoção. Vejo em você o futuro da nossa agência.

Gregório chega às duas da manhã. Beija seu parceiro e entrega-se à merecida comemoração. “Homens e mulheres…um jogo tão mecânico, afinal”. Pensa antes de chegar ao clímax junto ao homem que ama – ou deseja? “Realmente as regras e a ordem não importam no jogo de relacionamentos.” Este é seu último pensamento sonolento ao adormecer revigorado pelo êxtase e suor.

agosto 23, 2007

30 segundos (parte II)

por thahy

Naquela tarde havia decidido fugir da rotina. Resolveu passear pelo centro histórico da cidade: praças, estátuas, árvores centenárias. Tudo aquilo a atraia. Gostava de saber um pouco da história de cada local, de como cada cultura fora lapidada. O celular – sempre ele -dera sinal de vida. “é uma boa trilha…a cara dele, afinal” – pensou. Não queria atender, iria fugir de todo e qualquer vínculo com o mundo real. Atendeu. Prontamente seu conhecido decidiu encontrar-se com ela (era desses que compromissos e trabalho podiam sempre esperar. gostava de obedecer seus impulsos.)

Escolheu aquele banco pelos corações talhados na madeira já desgastada. “será que continuaram juntos? provavelmente não”… Não sabia ao certo em que momento tornara-se tão realista. O perfume… como não reconhecer? Finalmente ele havia chegado. Gostava do seu jeito de sorrir. Era daqueles que sorria com os olhos. O jeito que passava a mão nos cabelos também era irresistível. Conservava alguns maus hábitos… esse lado sombrio claramente a seduzia. “Gosto de instigá-lo…e nesse jogo quem acaba se apaixonando sou eu”.

Ele sabia que ela era especial. Gostava de conversar longas horas, de rir um bocado e de brincar com seu desejo. Sim, pensava nela – e nas situações mais impróprias. Por culpa dela, já havia gozado numa transa de rotina com a namorada . Lembrando dos seus olhos e das suas curvas. Era errado? Quem se importava?! A namorada vivia feliz, afinal… não suspeitava de nada…então para quê aborrecimentos? Porquê aquela garota havia surgido na sua vida, daquele modo tão casual?

Tinha consciência que sentia desejo – somente isso. Precisava possuí-la, para acabar com sua obsessão diária….para tirar aquele sorriso irônico e o olhar triunfante de quem conhece alguns segredos. “Ela sabe disso. E gosta. Dá pra ver na forma que me olha. Está me fazendo de bobo…eu estou sendo um panaca, dançando no ritmo que ela conduz”

(continua…)

agosto 23, 2007

tramas do coração

por thahy

acho q esse já é o terceiro coração q coloco no blog… tantos significados, caminhos… descobertas ;)

tramascoracao.jpg

e a fala ficou reverberando: ‘você não amou o carinha lá… era posse, ciúme, qualquer coisa menos amor…’

… quem diria que o troglodita teria trato…e que trato.

Eh desejo ‘me pega de jeito e me beija’ … e beija e cala e anseia…

agosto 21, 2007

30 segundos

por thahy

Lá estava ela. Com seu olhar lânguido, de ressaca. Não, não costumava beber. Mas tinha aquela expressão de quem estava sempre muito longe, pensando em coisas sérias e suspirando… mas o suspiro lhe entregava: ela era uma criatura de volúpia, de desejo e de ideais. Entretanto, ninguém sabia ao certo o que se passava, o que ela pensava. Só sabiam que ela tinha um quê de mistério.

Acordava todo dia cedo, preocupava-se com suas obrigações até em excesso. Afinal, aprendera a ser perfeccionista e levava tudo isso à flor da pele. Ela até tentava não ‘estar nem aí pra nada’…mas sempre sorria com aquele risinho irônico só dela: sabia que não adiantar mentir pra si mesmo, afinal a mentira deixaria de ter sentido. (e o sentido das coisas, era sempre o que procurava)

Gostava de caminhar, de ver pessoas, de brincar com seus cães e gatos. No fundo, bem lá no fundo – e aquilo era segredo só dela – ela era uma criança grande e perdida. Daquelas que andam na beira da estrada observando e se maravilhando com tudo. Gostava de pensar assim “me surpreendo a cada dia, não me reconheço portanto em nada”. Pois é. Nossa personagem não tinha percebido ainda que aquilo sim, era uma mentira – e das grandes.

Certo dia, sentada na praça movimentada do centro da cidade um conhecido começou uma conversa despojada, do tipo que se tem quando não se tem nada para falar. O tempo, a política e o jeito misterioso dela de ser. Ela sabia daquilo e até gostava. Sua vaidade aflorava ao saber que era no mínimo instigante. Sentir-se então diferente era para ela uma delícia: um prazer narcísico. Imaginava-se sendo imaginada em situações fantasiosas, com detalhes preciosos.

Gostava de instigar a imaginação e a fala das pessoas. Quanto mais falassem, quanto mais revelassem sobre si era para ela um espelho daquilo que procurava compreender. Seu riso, seu olhar e até seus suspiros eram uma escada rumo aos segredos inconfessáveis, à intimidade única e assustadora de cada um. Sim, alguns a temiam. A acusavam de ser manipuladora, fria… calculista. Ninguém suspeitava que seu modo de ser era somente uma forma de proteger-se. Sim, pois vejam só: a nossa personagem temia perder o controle de seu desejo. Ao entrar em contato com o desejo que despertava, tinha que por um freio no seu próprio. Afinal, aquele sentimento, aquela sensação a levava por caminhos impublicáveis de conhecimento, de compartilhamento e de descobertas. Seu desejo por desejo era de sempre mais. Como uma eterna busca por algo que não tem fim, que cresce de maneira exponencial a cada etapa atingida.

Nossa garota não tinha idéia – e nisso seu instinto falhara – que aquele papo descontraído no centro da cidade seria a maior viagem de sua vida. Por isso não preocupou-se em armar suas barreiras e deixou-se levar…

(continua ;) )

agosto 18, 2007

7 pecados – Orgulho

por thahy

faca de dois-gumes

que te corta e te estrutura

costura de dentro pra fora

fissura que racha teu valor

usura que quantifica relações

clausura das vontades

orgulho que lasca a tua

safada santificada e silenciada

voz.

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agosto 18, 2007

Rock’n Roll

por thahy

Pedi que o gu fosse pro banho, enquanto eu ajeitava a bagunça no quarto… Liguei o som, ouvindo um solo maravilhoso de guitarra… Entro então no banheiro cantando o refrão em alto e bom som – enqto tocava air guitar:

- Oah nobody gonna take my car I’m gonna race it to the ground!!!

- Ahhhhh!!! Que Susto Mãaaeee!!!

- Gu! É Rock’n Roll!!!

- O Róqui in Rou assusta menino pequeno! O Roqui é malvado!

- Yeeaaahhhh Babyyyy! Canta com a mamãe!

Ele aprendeu rapidinho a fingir que toca guitarra! Fiquei então na bateria!!

Wooooooooooooooooooow! Amo Demais Esse Meu Guri!

agosto 15, 2007

manejando o stress na organização

por thahy

É difícil, eu sei…mas para não explodirmos ou implodirmos, é necessário que tomemos pequenos cuidados no nosso ambiente de trabalho. Mas a sugestão básica é sempre a mesma: no trabalho, procure estabelecer relações gratificantes, agradáveis e de cooperação com quantos colegas e empregados for possível.

 Algumas dicas: 

·        Classifique seu trabalho por ordem de importância e administre bem seu tempo; não dê um passo maior do que as pernas.

 

agosto 12, 2007

Eu Querooo!

por thahy

pleo_big.jpg Sempre quis um dino, fiquei apaixonada quando li a reportagem sobre esse bixinho aí… É o Pleo, bebê dinossauro que reage ao ambiente e ao dono de um modo ‘pessoal’…Assim que for possível compro um de ‘presene’ pro Gustavo…hehe…tadinho, não tem nem noção da ‘boa intenção’ que há por traz desse presente ;)

A parte legal de ter um filho homem é essa… hj o avõ chegou com um boneco do batman todo articulado, com uma capa removivel e etc… o Gustavo então pega todos os bonecos e começamos uma guerra espacial… Tinha astronauta com laser, alienígenas, tiranossauros e até um gorila – sem falar no tubarão voador hiper-rapido – que meu guri encarnou… :D

 E hoje é dia dos pais… vamos ver como ele se comporta. ao redor dos três papis de honra que ele tem: o avô, o tio coruja e o tio-cunhado… aiai ;)

- e pra quem ta se candidatando ao cargo de padrasto: podem tirar o cavalinho da chuva… o processo seletivo é meio árduo e o baixinho sempre terá a palavra final ;) Ma vamos lá…continuem enviando curriculos…adoro analisar um por um! ;)

hahahahaha….

Feliz Dia Dos Papis Pra Vocês! 

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