onde e como pulsava meu estado doloroso
e para mim não havia cravo nem barcarola,
nada senão uma ferida pelo amor aberta.
a sombra que me move também me ilumina
Pense num terapeuta pra ser olhado com desconfiança… Eis o terapeuta comportamental… tudo isso porquê valorizamos os comportamentos apresentados e suas relações com o ambiente em detrimento do insondável mundo interno, particular e privado do paciente…
Para demonstrar, como esta abordagem é eficaz, eis algumas estratégias práticas que realizo [comigo] e com meus pacientes na clínica e que sempre resultam em boas descobertas e adaptações.
[clique no link para ler as dicas da Psicologia Comportamental aplicada ao dia-a-dia
“vagabundo iluminado” diz:Continuo sonhando com o satan
Thahy diz: como foi o de hj?
ele me disse que minha alma não vale nada porque eu não ligo pra ela
α
-quem é você?
- eu, eu estou perdida… preciso sair daqui…
- quem é você?
-eu não sei quem sou… eu, eu estou começando a esquecer meu nome…
- como pretendes achar uma saída, se não sabes quem és?
φ
-que caminho devo seguir?
-para onde queres ir?
-eu não sei…
-então qualquer caminho é bom o suficiente
ω
- tu és eternamente responsável por aquilo que cativas
- mas as reclamações me aborrecem
- tu és responsável pela tua rosa: cuide dela.
[livros para criança uma pinóia...]
saindo da praia, depois de ter nadado muuuito no marzão de águas verdes de fortaleza… caminhando pro chuveirão, de mãos dadas com o gu, eis que acontece a seguinte cena:
- ow menino lindo! benza à deus!
- … mãe, pq eu sou lindo?
- ué gu…. pq vc é meu filho!
- ahhh, você é uma gatinha… eu sou um gatinho também!
- É bebê! É Genética!
- Geinéica?!
- Umhum, é por isso q vc é assim, gostosinho e todo lindinho!
Engraçado ele… se mostrando pruma menininha na beira do mar… todo corajoso…
este menino…. eh leh leh…
já sei q terei problemas com minhas futuras norinhas
palavra longa
difícil de ser pronunciada.
“deixar de pertencer a algo gradativamente…” – racionalmente verbalizo.
é um perder-se lentamente… recolhimento do corpo como um caracol ou casco de tartaruga e andar sem rumo, pelas ruas…
observar as casas e calçadas…sentir o sol queimando a nuca… queimando aquele pedaço de pele reservado aos muito próximos e sentir-se extremamente só.
passar por entre roupas penduradas nas cordas ao longo das calçadas e perguntar-se por um momento o quão absurdo é passar por entre calças, saias e camisolas penduradas sob o sol do meio dia, sem sentir vergonha ou pudor por deixar a intimidade exposta desta forma…
talvez a intimidade também seja uma questão de perspectiva…
o barulho dos passos, a poeira que sobe… o coração acelerado ao ser exigido – subitamente – a bombear mais sangue, ruborizando a face ante o olhar da senhora com um centenário sofrimento.
despertencimento por localizar-se num cenário estranho à própria essência.
levo-me por entre ideais e valores. deixo que eles definam e me reconstruam.
dostoiévski me relembra: ‘como pode respeitar-se , por pouco que seja, um homem que se conhece a si mesmo?’ …
como não rir desse passo-a-passo…do passado… do cheiro de pão a me inundar o sentido… nesse caminho de regresso.
tomo um banho demorado.
escrevo estas palavras, sem buscar um sentido.
sentidos são previsíveis e direcionados… [e como me aborrece as pessoas com sentido... aquelas que teimam em explicar tudo definitivamente e não sabem sequer onde esqueceram a carteira ou relógio]
meus sentidos me inundam, definitivamente já me basta estes cinco, seis… que a natureza me dotou.
só por hoje, não sinto.
absorvo.
eu gosto de trabalhar sobre pressão
parece que o raciocínio torna-se potencialmente mais rápido quando vejo o prazo se esgotar…
eu gosto muito de planejar…de traçar a estratégia, as metas e objetivos de determinada tarefa…
[ou coisas que gostaria de dizer para alguns pacientes]
se imagine nas seguintes situações
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