o que não muda é a música
Outubro 11, 2008
1. joe cocker – come together [soundtrack across the universe]
2. joe cocker – with a little help of my friends [live at woodstock]
Tava pensando mais cedo, sobre a sacanagenzona a respeito da música: ela é a unica arte ‘imaterial’ que existe! Claro que podemos armazená-la em cds, vinis, k-7s, dvds, hds, partituras, memória. Mas se não existirem os meios adequados para tocá-la, traduzí-la… bau-bau. Adios bambinos… perdemos a chance de conhecer uma forma de conexão divina surpreendente, verdadeira e intensa.
E, putz… joe cantando beatles é algo que merece ser guardado pra sempre. e mesmo após depois de tanto pó, o tiozão continua com um vozerão de fazer tremer.Ai . . . Mega T ♥
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1.
L. | Outubro 12, 2008 at 6:40 am
Única não. Tem também a dança, teatro e outras.
2.
thahy | Outubro 12, 2008 at 12:56 pm
no teatro, na dança a arte reside no corpo de quem a faz.
3.
Daniel Lima | Outubro 12, 2008 at 1:55 pm
uma questão: a arte pode ser duas coisas, pode ser a experiência:relação do espectador que munido de suas experiências anteriores incorre na fruição estética do bem olhado vista ouvido sentido, ou seja o objeto de arte nunca está fechado, sempre novas relações com diferentes espectadores, o que pra um nada significa pra outro é um divisor de águas. Neste caso todo trabalho de arte não possui um”suporte” e sim um estado material ou não que permite essa fruição. No outro caso a arte tem sim um valor e significado como arte em si, neste caso a grvação do joe cocker é tão importante quanto uma fotografia específica. um meio que se usa para valorizar as cópias é não permitir inúmeras cópias, limitar mesmo. Assim se valoriza o objeto, imagina se só tivessemos 100 cds dos beatles rodando pelo mundo a fora?! Esta questão de arte como objeto ou como experiencia é o drama que nasce entre os modernos e os novos meios (cinema, musica gravada, fotografia), escrevi um texto uma vez sobre o primeiro homem que ouviu uma sinfonia em casa, coisa que era experiencia pública antes das primeiras gravações se tornou experiencia intima, solitária. Assim, a experiencia musical, a meu ver, é a que mais se aproxima do primeiro conceito, sendo a experiencia musical extremamente unica a cada um. Como os cheiros.
bejos.
4.
Tilion | Outubro 13, 2008 at 1:09 pm
Essa imaterialidade combina totalmente com aquele caráter atemporal que só a música consegue ter, como a senhorita mesmo disse outro dia.
Mas não acho sacanagem não, porque é isso que torna ela a arte mais fluídica de todas.
Perdemos? Não, cada vez criamos um jeito novo de ouví-la. Eis a magia.
5.
thahy | Outubro 13, 2008 at 3:30 pm
ah cara, isso é muito triste…
pensar que não conhecemos a musica mais bela de 4 mil anos atrás …
do que será que ela falava?! ^^
6.
Tilion | Outubro 13, 2008 at 6:02 pm
Mas e essa que está sendo criada no exato momento que eu digito essas letras? E vai aparecer mais uma daqui a pouco e outra…
“Tudo quanto é velho eles botam pr’eu ouvir
E tanta coisa nova jogam fora sem curtir
Eu não nego que a poesia dos 50 é bonita
Mas todo o sentimento dos 70 onde é que fica?”
7.
Hermes | Outubro 24, 2008 at 12:19 am
(Os posts do Divano sumiram. xD)
=]