une…
negar naturezas
omitir desejos
debitar carências
dos desejos alheios.
…
a sombra que me move também me ilumina
une…
negar naturezas
omitir desejos
debitar carências
dos desejos alheios.
…
“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Livre-arbítrio implica escolha, partindo desta máxima, descobrimos que ninguém pode viver nossa vida, a não ser nós mesmos.
Existir ou não vida inteligente em outro planeta torna-se irrelevante, se não formos capazes de governarmos as nossas escolhas, ficarmos atentos ao nosso desejo e, principalmente, encararmos as consequências dos nossos atos… no nosso infinito particular.
[tb torci o nariz na hora que li 'ha dois mil anos... jesus... blablablá. este senhor é mais ecumênico do que serei em toda minha vida :heart: ]
vou contar com a ajuda de quem acompanha o blog, num pequeno exercício de auto-conhecimento:
liberte-se do que aprendeu na escola…do que a professora de catequese, o pastor, o pai de santo, etc te contou.
Pense por você mesmo…no que você acredita… o que você sente e, principalmente, o que você imagina.
Pare para pensar e conte quantas vezes você já disse… a frase-chavão amorosa: “precisamos discutir nosso relacionamento!” mais pop de todos os tempos!
Eu [ para falar a verdade ] já perdi as contas…
Tudo começa como num ritual…
1° momento
Você se olha no espelho e pensa, murmurando hiper magoada:
no blip
costumo selecionar uma música dos filmes da disney, pra fechar a noite e dormir… daí pensei:
pq não sei o que seria sem eles
pq a gente briga feio, xinga, manda pra lugares impublicáveis… mas ai de quem ousar falar uma vírgula torta sobre alguém
pq através deles, sentimos ciúme, insegurança, medos, compaixão, ódio, amor, carinho, raiva, alegria, divisão, particularidades, unicidade…
e aprendemos a roubar no banco imobiliário e a passar a perna
Certa vez, achava-se Confúcio, o grande filósofo, na sala do trono.
Em dado momento o Rei, afastando-se por alguns instantes dos ricos mandarins que o rodeavam, dirigiu-se ao sábio chinês e perguntou-lhe:
- Dizei-me, ó honrado Confúcio: como deve agir um magistrado? Com extrema severidade a fim de corrigir e dominar os maus, ou com absoluta benevolência – a fim de não sacrificar os bons?
Ao ouvir as palavras do soberano, o ilustre filósofo conservou-se em silêncio; passados alguns minutos de profunda reflexão, chamou um servo, que se achava perto, e pediu-lhe que trouxesse dois baldes – sendo um com água fervente, outro com água gelada.
Ora, havia na sala, adornando a escada que conduzia ao trono, dois lindos vasos dourados de porcelana. Eram peças preciosas, quase sagradas, que o rei muito apreciava.
E, com a maior naturalidade, ordenou o velho filósofo ao servo:
- Quero que enchas esses dois vasos com a água que acabas de trazer, sendo um com água fervente num dos vasos e a gelada no outro, quando o rei, emergindo de sua estupefação, interveio no caso com incontida energia:
- Que loucura é essa, ó venerável Confúcio! Queres destruir essas obras maravilhosas?! Fará , arrebentar o vaso em que for colocada; a água gelada fará partir o outro!
Confúcio tomou, então, de um dos baldes, misturou a água fervente com a gelada e, com a mistura assim obtida, encheu os dois vasos sem perigo algum.
O poderoso monarca e os mandarins observavam atônitos a atitude singular do filósofo.
Este, porém, indiferente ao assombro que causava, aproximou-se do soberano e assim falou:
- A alma do povo, ó Rei, é como um vaso de porcelana, e a justiça é como a água. A água fervente da severidade ou a gelada da excessiva benevolência são, cada uma, desastrosas para a delicada porcelana; manda, pois, a Sabedoria e ensina a Prudência que haja um perfeito equilíbrio entre a Severidade, com que se pode castigar o mau, e a Longanimidade, com que se deve educar e corrigir o bom.
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