Ninguém escapa ao Destino
Oculto ou aparente,
De face serena ou inclemente …
. . . . . . . [Das "Mil e uma noites"]
.
Certa vez – há muitos anos – quando de volta de Bagdá, aonde eu fora vender uma grande partida de peles e tapetes, encontrei num caravançará [1] perto de Damasco velho árabe de Hedjaz que me chamou de certo modo a atenção. Falava agitado com os mercadores e peregrinos, gesticulando e praguejando sem cessar. Fumava constantemente uma mistura forte de fumo e haxixe e quando ouvia de um dos companheiros uma censura qualquer, exclamava, apertando entre as mãos o turbante esfarrapado:
- Mac Allah! [2], ó muçulmanos! Eu já fui poderoso! Eu já tive o Destino nesta mão!

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