Arquivo para ‘zen’

outubro 14, 2008

a porcelana do rei

por thahy

Certa vez, achava-se Confúcio, o grande filósofo, na sala do trono.

Em dado momento o Rei, afastando-se por alguns instantes dos ricos mandarins que o rodeavam, dirigiu-se ao sábio chinês e perguntou-lhe:

- Dizei-me, ó honrado Confúcio: como deve agir um magistrado? Com extrema severidade a fim de corrigir e dominar os maus, ou com absoluta benevolência – a fim de não sacrificar os bons?

Ao ouvir as palavras do soberano, o ilustre filósofo conservou-se em silêncio; passados alguns minutos de profunda reflexão, chamou um servo, que se achava perto, e pediu-lhe que trouxesse dois baldes – sendo um com água fervente, outro com água gelada.

Ora, havia na sala, adornando a escada que conduzia ao trono, dois lindos vasos dourados de porcelana. Eram peças preciosas, quase sagradas, que o rei muito apreciava.

E, com a maior naturalidade, ordenou o velho filósofo ao servo:

- Quero que enchas esses dois vasos com a água que acabas de trazer, sendo um com água fervente num dos vasos e a gelada no outro, quando o rei, emergindo de sua estupefação, interveio no caso com incontida energia:

- Que loucura é essa, ó venerável Confúcio! Queres destruir essas obras maravilhosas?! Fará , arrebentar o vaso em que for colocada; a água gelada fará partir o outro!

Confúcio tomou, então, de um dos baldes, misturou a água fervente com a gelada e, com a mistura assim obtida, encheu os dois vasos sem perigo algum.

O poderoso monarca e os mandarins observavam atônitos a atitude singular do filósofo.

Este, porém, indiferente ao assombro que causava, aproximou-se do soberano e assim falou:

- A alma do povo, ó Rei, é como um vaso de porcelana, e a justiça é como a água. A água fervente da severidade ou a gelada da excessiva benevolência são, cada uma, desastrosas para a delicada porcelana; manda, pois, a Sabedoria e ensina a Prudência que haja um perfeito equilíbrio entre a Severidade, com que se pode castigar o mau, e a Longanimidade, com que se deve educar e corrigir o bom.

setembro 9, 2008

formiguinhas

por thahy

o sávio compartilhou uma coisa tão linda no plurk…

é meu dever compartilhar, né?!

Se todos na Terra reconhecerem o bem como o bem, deste modo já se pressupõe o mal

Porque Ser e Não-ser geram-se mutuamente. O fácil e o difícil se complementam

O longo e o curto se definem um ao outro. O alto e o baixo convivem um com o outro.

A voz e o som casam-se um com o outro. O antes e o depois se seguem mutuamente.

Assim também o Sábio: permanece na ação sem agir, ensina sem nada dizer.

A todos os seres que o procuram ele não se nega.

Ele cria, e ainda assim nada tem. Age e não guarda coisa alguma. Realizada a obra, não se apega a ela.

E, justamente por não se apegar, não é abandonado.

[Lao Tsé - Tao Te Ching, II poema]

agosto 31, 2008

filosofia de vida

por thahy

Amei esse livro: O Zen em Quadrinhos … Dica do meu querido e futuro advogado, Sávio ;)

agosto 8, 2008

nossa… to choqui…

por thahy

ok, assisti à abertura dos jogos olímpicos… e…

me peguei repensando as opiniões contra a china moderna

[MENOS as de cunho ambiental]

julho 31, 2008

pontes, abismos, escoriações, reencontros [conversas no msn]

por thahy

Natasha diz:
oi tataí ^^
τhαhy diz:
bom dia ^^
dia ^^
tava enrolando aqui no work lendo seu blog, e terminando de concluir (talvez) um estagio de desencontro para reeencontro
hmm
precisou pular de alguma ponte?

junho 29, 2008

estamos sós no universo

por thahy

livre-arbítrio implica escolha. e ninguém pode viver nossa vida por nós, a não ser nós mesmos.

existir ou não vida inteligente em outro planeta torna-se irrelevante, se não formos capazes de governarmos a nossa própria vida e o nosso mundo interno… o nosso ‘infinito particular’.

vou contar com a ajuda de quem acompanha o blog, num pequeno exercício de auto-conhecimento:

junho 17, 2008

vontade aspiração desejo

por thahy

tô me sentindo tão metafísica…
algo que sempre acontece quando passo por turbilhões emocionais…

onde minha vontade se encontra?
o que aspiro…
o que desejo…

minha vontade…
passar um mês viajando por aí…
mochila nas costas, estradas…
poeira e vento…
noites lindas e infinitas…
estrelas e lua…
me guiar pela suas posições…
saber onde é o sul e norte…
descansar… deitar na relva… sonhar…

o que aspiro…
compreensão e paz…
desdobrar-me feito origami e revelar o que ainda está escondido…

o que desejo…

dentro da minha essência…
ser completa
e não mais desejar…

maio 10, 2008

Nobushige e o mestre Hakuin: Do Paraíso ao Inferno

por thahy

Um orgulhoso guerreiro chamado Nobushige foi até o mestre Hakuin e   lhe perguntou: “Se existe um paraíso e um inferno, onde estão?”.

-”Quem é você?”, perguntou Hakuin.

-”Eu sou um samurai!”, exclamou o guerreiro.

-”Você, um guerreiro???!!!” riu-se Hakuin. “Que espécie de governante teria tal guarda? Sua aparência é a de um mendigo!”.

Nobushige ficou tão raivoso que começou a desembainhar sua espada.

Enquanto isso, Hakuin continuou: “Então, você tem uma espada! Sua arma provavelmente está tão cega que não cortará nem a minha cabeça…”.

O samurai, num gesto muito rápido, desembainhou a espada e avançou, pronto para matar, gritando de ódio. Neste momento, Hakuin gritou:

-”Acabaram de se abrir os Portais do Inferno!”.

Ao ouvir estas palavras, percebendo a sabedoria do mestre, o samurai embainhou sua espada e fez-lhe uma profunda reverência.

-”Acabaram de se abrir os Portais do Paraíso“, disse suavemente Hakuin

abril 5, 2008

o sentido da vida da thahy

por thahy

vende-se memórias do passado
e planos para o futuro.
preço sugerido:
degustação do presente

interessados: favor procurar a face que te encara no espelho

observações:

efeitos esperados: sensação de unicidade e sentido para a vida.

efeitos colaterais: desespero, ansiedade, [inclua algo que temes]

administração e posologia: [leia com atenção, pois é importante]

viva o hoje. aproveite cada segundo. esse momento só voltará a acontecer na tua memória. essa é a tua vida. são as tuas escolhas a cada momento. tu és responsável pela pessoa que te tornas a cada segundo.

“não há crescimento sem cura”

“carpe diem”.

fevereiro 12, 2008

sensibilidade

por thahy

dia desses, foi pedido ao gu que plantasse feijões no famoso algodão…

ele não acreditou que ali nasceria uma plantinha…

- pequerrucho, olha como o feijão é duro…parece que não tem vida, neah? Ele tem essa partezinha branca bem no meio desse marrom todo… Sabia que aqui é o umbigo do feijão?