cyberspace
15 06 2008vasculhando o computador, encontro esse trabalho para a disciplina de teoria da comunicação nos idos de 2005.
SE eu não passasse tanto tempo no interior, faria especialização nessa área.
Esse trabalho foi o máximo… fiz com o meu irmão… na época, ficamos tão unidos que dava até gosto…
Detalhe que o texto abaixo foi montado na forma de uma revistinha… imagens, etc etc… ficou lindinha ^^
Cyberspace
Dizer que estamos na “IDADE DIGITAL” pode ser útil, na medida que nos simplifica a visão de mundo, mas, sobretudo significa dizer que possuímos uma percepção sobre os fenômenos que nos rodeiam. A palavra que melhor traduz essa série de fenômenos é Complexidade.
Mas como enxergamos esses fenômenos complexos? Podemos dizer que a Mídia ofusca nossa percepção desses fenômenos? Visto que as mudanças são perpassadas e traduzidas por ela em diversos níveis, seja educacional, econômico e / ou cultural? Acreditamos que sim! Vejamos porquê:
- NA COMUNICAÇÃO podemos perceber que a diferença entre o que é experimental e o que já está estabelecido é muito tênue, onde a comunicação e a cultura se mesclam em diversos tons.
- NA CULTURA, vemos a de alto e a de baixo nível, onde as histórias podem ser contadas em quadrinhos, em tiras ou em livros tradicionais ou ilustrados! Vemos romper as fronteiras entre as disciplinas, e entre o que é ciência e literaturaa: presenciams o nascimento da Ficção Científica nos livros, cinema e Tv!
- NO COMPORTAMENTO dizermos o que é hábito e o que é vício tornou-se confuso. Vivendo numa cultura que preza pela felicidade imediata, acabamos presenciando e vivenciando uma realidade virtual, dependente de pequenos aparelhos, drogas, alucinações e psicose. Foi-se dito que os “computadores viciam mais que heroína”. Será?…
Afinal… Qual a diferença entre uma pessoa e uma máquina?
Podemos pensar no homem sem pensarmos nelas?
Afinal, o termo INTERFACE é usado tanto na Comunicação entre pessoas e ou entre máquinas…
A Robótica e o “High-tech” foram incorporados pelo grande público. Assistimos a filmes e seriados de TV onde eles são os astros principais. Desde Blade Runner, ao simpático Andróide de A.I. vemos nossos sonhos e temores incorporados nessas máquinas incríveis. Homem, Robô?
Sabe quando o termo ciberespaço foi ditoo pela primeira vez? Em 1984, num livro de ficção cientifica podemos vislumbrar o que viria com o século XXI.
Observamos lentamente como o sistema telefônico do mundo foi superado por Matrix, que é “a soma de toda a interconexões de todas as redes de computadores”.
E assim, desse modo, achamos a porta para o Ciberespaço! As expressões culturais da tecnologia sempre em mudança e a expressão e a linguagem cibernética representam a própria corporificação da cultura de mídia.
Onde o sistema eletrônico “cujas várias formas estão ligadas umas às outras para construir um mundo alternativo e absoluto que incorpora, de modo singular, o espectador usuário em um estado espacial descentralizado, fracamente temporal e quase descorporificado”.
Ao aproximar o homem da máquina e ao adentrarmos nesse mundo “cibernético”, as doenças não estariam de fora. E logo apareceram os vírus de computadores que assombram milhares de pessoas ao redor do globo, e que gera alguma histeria de tempos em tempos… Alguém aí se lembra do temor do “bug do milênio?” E o mundo nem acabou…
A palavra chave nos dias atuais é INTERATIVIDADE. Até a televisão que era considerada a mais passiva das mídias, teve uma injeção de interatividade com a invenção do controle remoto; onde os espectadores passaram a opinar e deixar frenéticos os controladores dos níveis de audiência.
A REALIDADE VIRTUAL, ao criar galáxias, espaços interiores e exteriores possibilitou a criação das ferramentas de simulação, que puderam ser utilizadas na medicina, no treinamento de pilotos e no preparo de projetos de naves espaciais. Em um mundo da Nintendo temos um universo de realidade virtual para entretenimento no Japão; em “um universo paralelo, criado e sustentado pelos computadores do mundo”. Nesse “tráfego global, haveria visões, sons, presenças nunca vistas na face da Terra”.
O CIBERNAUTA pode andar por esse espaço quando e onde ele quiser, basta ter em mãos um computador, uma conexão com a internet e tchan-ram!
Ele está em um mundo onde pode pertencer à “comunidade virtual” que quiser, expressar-se de acordo com seu ponto de vista, o de um observador do mundo virtual. Não precisando estar em acordo com a história, a política e da economia.
COMUNICAÇÃO NO CIBERESPAÇO
1972, Oxfrd English Dictionary:
Comunicação: “a ciência ou o processo de transmitir informação por meio de técnicas mecânicas ou eletrônicas”
1995, The Oxford English Dictionary:
Comunicação: (1) a ação de comunicar, hoje raramente coisas materiais e (2) dar a conhecer, transmitir ou trocar idéias, conhecimento etc. por meio da fala, escrita ou sinais”
O CIBERESPAÇO TEM VIDA E HISTÓRIA PRÓPRIA
- Cibereconomia: Bolsas de valores, cibernegócios (algumas vezes bilionários), e-bay, mercado livre, submarino.
- Cibersociedade: cibernautas e suas comunidades virtuais.
- Cibercultura: E-News, E-cult, Blogs, Flogs, Música On-line
- Ciberpolítica: ?
- Ciberfilantropia: Live Aid, doações on-line de todos os tipos e para todas as causas.
- Cibermarginais: Hackers, Pedófilos, apostadores…
- Cybercast: Quem controla o ciberespaço? Devemos ou não censurá-lo, controlá-lo…
Mas, como fazer isso? Como impedir que certos conteúdos sejam publicados na World Wide Web? Temos de fazer uma escolha sobre a vida no ciberespaço, se os valores que estão nele são o que queremos.
Temos? Teremos?
Finalizando… Sobre a Globalização:
“A Globalização pode tornar mais fácil para as pessoas encontrarem culturas novas, mas ela torna a viagem menos valiosa, pois as culturas se tornam parecidas umas com as outras”.
Sobre a Mídia:
“A mídia se concentra no dia da semana, muitas vezes antecipando o que vai acontecer, em vez de descrever o que aconteceu. Muita coisa é efêmera”.
Sobre a Tecnologia:
“A Tecnologia é a mediadora entre o homem e a natureza bruta” e que “mundo hediondo e irracional de árvores, pássaros e animais é esse?”.
“O QUE ACONTECE DEPOIS DO FUTURO?”.

















Adorei seu ponto de vista em relação à comunicação. É é por aí mesmo que as coisas caminham, principalmente no que se diz respeito à interatividade, as mídias audio-visuais estão mesmo recebendo injeção de interatividade, bom para as agências de publicidades e para as empresas que lucram com isso, nada contra (mesmo porque sou estudante de publicidade), o problema é que ninguém tem uma resposta prática para questão do desenvolvimento sócio-cultural que não acompanha o bum da comunicação.
Por que não descobri seu blog antes?! XP
Desculpe-me pela não identificação, é que falei uma vez só com você pelo msn, o assunto era sobre deprê, até que você me recomendou que procurasse uma psicóloga de sua abordagem. Gostei do jeito que vocês tratam as pessoas e os problemas delas.
Ah, é, me chamo Jefferson, caso seja relevante saber meu nome.
Continue escrevendo, você tem uma maneira legal de enxergar as coisas. Falando em escrever, preciso parar com essas delongas quando escrevo, ou quem sabe fazer um blog =P
claro que eu lembro de você, asterisco
ei, obrigado pelo comentário e… não se menospreze tanto ^^
pq achou afinal que eu não lembraria de vc?! :p
“o problema é que ninguém tem uma resposta prática para questão do desenvolvimento sócio-cultural que não acompanha o bum da comunicação.”
olha que interessante, acordei pensando exatamente sobre isso…
ontem assistindo a um programa global, um garoto pobre da periferia queria ganhar um computador de presente.
fiquei pensando o que faria esse garoto com um computador em casa…
aí pensei nas necessidades que incutem todo dia na gente…
sobre o que é realmente necessário e o que é ilusório…
me peguei pensando se estava sendo muito preconceituosa…
aí lembrei do nosso sistema de ensino publico… pensei sobre o sistema de saúde…
lembrei q somos o maior país cristão do mundo…
e me deu um tremendo desgosto.
como é que podemos acompanhar a evolução tecnológica que nos engole com um sistema moral tão decadente quanto o nosso?
afinal, todos deveriam ter direito à acompanhar essas mudanças… mas só acompanha realmente aqueles que são os 10% da sociedade…
e isso é algo muito cruel.