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i n t e n s i d a d e

a sombra que me move também me ilumina

ambição

[parte I]

por mais que tentasse lembrar não conseguiria.

a pancada fora suficientemente forte para desnorteá-lo… mergulhando-o numa prazerosa sensação de vinagre e água morna.

ao retornar à superfície daquilo que chamava vida (rotinas e outras coisas percebidas como suas) fitou as mãos estarrecido.

percebeu desconhecidas cicatrizes que momentos antes (minutos? dias?) não estavam lá.

boquiaberto, percebeu um rosto desconhecido a lhe espreitar. Barba… sim ele usava barba… espessa e bem desenhada que harmonizava com as linhas assimétricas do rosto.

percorreu os dedos por entre os cabelos e percebeu que os fios não estavam mais lá.

aproximou-se com cautela do espelho, estudou-se e num bocejo incrédulo, não lembrava de ser careca…

sempre quis (e começou a ter) curtos cabelos ondulados que iam tomando forma, desbotando seu rosto num belo tom cinza prateado.

“agora sim” – pensou com um sorriso.

“como posso ser feito de pedaços?”

[continua…]

timidamente

recriando um velho hábito.

a escrita foi meu grande álibi para lidar com um término de relacionamento e a criação de um filho.

hoje, aos 32 e mãe de um menino de 10, sei que a escrita não possui mais aquele poder de cura, mas talvez de compartilhamento, crescimento, conhecimento.

o menino azul encontra o sol

Era uma vez um Menino Azul que gostava muito, muito mesmo do dia. Ele corria, pulava, aprendia e dava gargalhadas contagiantes pela casa. Azul – era assim que todos o chamavam – gostava de observar o mundo de forma clara e tranquila: sem nenhum tipo de meio-termos… Por isso, os dias na vida do menino possuíam vários tons de amarelo que cheiravam a bolo de laranja e suco de tangerina.

Quando a noite se aproximava Azul saía em disparada pela casa para acender todas as luzes. Sempre que o sol sumia no horizonte e a noite tomava o que era seu por direito, o menino não se continha e gritava para a Lua:

– Eu Não gosto de você! Eu Quero a Luz do MEU SOL de volta! Quero o MEU AMIGO AMARELO!

A Lua, entretanto, nunca o respondia… continuava com a sua carinha blasé, mudando e iluminando as noites na companhia das estrelas a cintilar pelos céus.

O menino após tanto resmungar, acabava por adormecer abraçado ao lençol e à lanterna (que para ele, tinha função de espada protetora, contra os malefícios da noite)

Afinal, não podemos esquecer que Azul era ainda um menino e, como tal, não aguentava esperar uma noite inteirinha por Amarelo.

Certa feita, ao acordar, Azul sentiu os primeiros raios da manhã mais próximos do que o de costume e tal foi a sua surpresa quando notou que Amarelo estava calorosamente sentado ao seu lado.

– SOL, VOCÊ CHEGOU! – exclamou o menino com MUITA alegria.

– Sim meu amigo! Vim até aqui conversar com você!

O menino notou que a voz de amarelo transmitia a sensação de uma paz feita de algodão muito, muito confortável…

– Azul, o dia e a noite são complementos. Quando estou no céu, vocês aqui na Terra enxergam as coisas como são. Vocês brincam, aprendem, amam, brigam… Mas é durante a noite que vocês percebem melhor o que os assusta, quais são os seus medos… É na escuridão, iluminada pela amiga Prateada, que vocês, seres humanos, realmente se conhecem. Por isso a noite, assim como o dia, são tão importantes.

Sol continuou:

– Como vocês me celebrariam com tanta alegria, como fonte de vida e de luz, se vocês não conhecessem o outro lado? Que representa o que vocês não conhecem… ainda? Como sentiriam minha proteção, aconchego… e saberiam que ela é boa e necessária… Se não conhecessem a solidão e as sombras que a constituem?

– Na verdade, meu caro amigo, você só sabe o quanto sou importante… devido a noite, domínio da minha amiga Lua. Se ela não existisse, os dias seriam sempre claros, vocês só veriam o mundo como ele é. Não perceberiam como vocês sentem o mundo… Não precisariam da imaginação… muito menos de historinhas para dormir… O mundo já estaria muito bem explicado: sem sombras, sem dúvidas… É por isso que ela, a Lua é o que torna este planeta completo… Eu, com a minha luz. Ela, como reflexo do meu calor. Nós dois, cada um no seu domínio, possibilitamos que você e todos os demais possam existir.

– É por isso que na noite existem tantas estrelas no céu: Sabia que elas são pequenos sóis? Milhares de pequenos sóis a brilhar na eternidade. Minha Luz, que para você é tão essencial… compõe a noite e não passa de um pequeno e despercebido brilho para alguém em algum outro lugar.

– Azul, naquelas noites em que a Lua não aparecer no Céu… E você se sentir sozinho e com medo…

– Lembre-se que o que importa não é a luz exterior que te guia e clareia os caminhos… Mas sim… a luz que você está aprendendo a cultivar, dentro do teu coração. Sempre que aparecer algo que te assusta… amedronta… essa luz te fará tomar cuidado e observar cada pequeno passo que você dará por entre as sombras e a escuridão.

– Teus medos, azul… Serão para sempre os teus guias. Eles servem para que você se mantenha vivo e em constante aprendizado… Por isso, não os transforme em monstros.

– Agindo assim, cada dia será bem aproveitado… e no negrume da noite tu poderás descansar… sonhar… voar… realizar feitos extraordinários e acordar para colocá-los em ação!

O Sol após esta lição, tornou-se tão brilhante e intenso, que acabou por deixar Azul com uma agradável sensação de um calor amarelo dando-lhe um abraço…em cada poro, em cada fio de cabelo. Esta era a forma única que Sol conhecia de se apresentar e se despedir daqueles serzinhos que tanto adorava…

Apesar do Menino Azul não ter entendido toda a história – afinal, era apenas uma criança de quase seis anos – ele sentia que aquela voz morna e o abraço aconchegante iria acompanhá-lo sempre, por todos os dias e noites da sua vida…

(escrevi em 2009, inspirado pelo Guga, na época com 05 anos #VidaDeMãe)

Sonoridade

Meus ouvidos pousam na noite dormente como aves calmas
Há iluminações no céu se desfazendo…
O grilo é um coração pulsando no sono do espaço
E as folhas farfalham um murmúrio de coisas passadas
Devagarinho…
Em árvores longínquas pássaros sonâmbulos pipilam
E águas desconhecidas escorrem sussurros brancos na treva.
Na escuta meus olhos se fecham, meus lábios se oprimem
Tudo em mim é o instante de percepção de todas as vibrações.
Pela reta invisível os galos são vigilantes que gritam sossego
Mais forte, mais fraco, mais brando, mais longe, sumindo
Voltando, mais longe, mais brando, mais fraco, mais forte.
Batidos distantes de passos caminham no escuro sem almas
Amantes que voltam…

Pouco a pouco todos os ruídos se vão penetrando como dedos
E a noite ora.
Eu ouço a estranha ladainha
E ponho os olhos no alto, sonolento.
Um vento leve começa a descer como um sopro de bênção
Ora pro nobis…

Os primeiros perfumes ascendem da terra
Como emanações de calor de um corpo jovem.
Na treva os lírios tremem, as rosas se desfolham…
O silêncio sopra sono pelo vento
Tudo se dilata um momento e se enlanguesce
E dorme.
Eu vou me desprendendo de mansinho…

A noite dorme.

(Vinícius de Moraes)

volúvel

Nove da noite. Horário de Brasília. Bem longe do Planalto Central, as luzes noturnas riscavam o teto da sala. Ele estava de pé, com um imenso ponto de interrogação estampado na cara causado pela visita surpresa. Ela sorria toda vez que ele ficava daquele jeito. Apesar da distância e do tempo ele ainda gostava daquele sorriso.

Queria contar que a ideia de reencontrá-lo tornara-se um vício, a sensação de suspensão e distanciamento da rotina, da vida, só era possível ali. Imersa e encantada, deixou seu gostar transparecer além do que conscientemente desejava. Distante, enganava-se justificando o que sentia. Ali, ao seu lado, burlava uma regra pessoal do que não se deve demonstrar. Ou fazer.

Ele a encarava e sorria, percebendo que ela lutava para esconder alguma coisa. Antes de decidir que o odiava, encontravam-se com alguma frequência. Mas após tantas negações, desculpas e desencontros, decidiu que o melhor a fazer era seguir sua vida e envolver-se com alguém menos… volúvel.

Normalmente descontraído, às vezes era pego de surpresa por uma timidez sem explicação. O coração pulsava muito rápido e muito alto para deixá-lo pensar e compreender o que acabara de acontecer. Lentamente. O mundo parecia diminuir seu ritmo. Suspendendo. Dividindo-se. Disse qualquer bobagem e se virou para buscar qualquer coisa.  Ela reconheceria a desculpa mesmo que não o conhecesse tão bem.

Tê-la ali, presente, inesperada e inteira fazia com que todas as lembranças físicas outrora vividas voltassem, fazendo-o esquecer dos  convites, propostas e planos frustrados…

Ela adorava quando ele ficava tímido. Às vezes gaguejava e rapidamente procurava algo para fazer, para acalmar a respiração e controlar os pensamentos. ‘Mas um rubor não dá pra disfarçar…’ Era impossível segurar um meio-sorriso. Sentou-se no sofá, livrando-se da elegância cara de boutique que torneava e machucava seus pés.

Respirou fundo. Tomou um copo d’água. Perguntou se ela gostaria também. Ela não respondeu. Ele resolveu levar. Agora mais calmo, se dirigia de volta à sala, onde ela estava acompanhada apenas de inúmeras possibilidades. O ruído das sandálias caindo sobre o assoalho, subiu como um arrepio pelo seu corpo. Encostou-se no batente da porta e ficou em silêncio, observando-a.

Deixou escapar uma longa gargalhada: – ‘Tá olhando o quê?!’ Disse com uma voz molhada, como uma manhã na serra. Sorriu com o olhar: – “Você.”

Ela esperava qualquer coisa, menos aquilo. Sem rebuscar. Sem formular a frase. Duas sílabas. Uma palavra: Nenhuma reação. Ergueu o copo em sua mão, a oferecer-lhe. ‘Então é isso. Nada mudou’ – pensou.

Ela sorriu timidamente e ele entendeu como um sim. Aproximou-se e entregou. Ela não bebeu muito, devolvendo em seguida. A aproximação não poderia ser desfeita. O copo ficou sobre a mesa de centro e ele, com a mão a alguns centímetros acima dos seus cabelos.

Distantes, costumavam ser verborrágicos. Falavam sobre tudo. Sobre o nada. Sobre a vida e a morte. Discordavam muito e se amavam por isso. Concordavam muito e se amavam mais ainda. Mas agora, eram os dois e o silêncio.

Ela pediu para deitar-se em seu colo. O dia havia sido longo e cansativo e o que mais desejava era isso. Ela não sabia mentir e faria qualquer coisa para sentir aquela paz inexplicável quando o tempo parava e os dois se encontravam naquele lugar.

O mundo ensaiava recobrar seu movimento. Com ela em seu colo, sentia-se completo.

Queria protegê-la, confortá-la. Queria o que fosse desde que fosse com ela. Ela conversou longamente sobre tudo que havia acontecido de uma forma rápida, às vezes engolindo palavras. Gesticulava muito e atuava em cada detalhe, para dar o grau de veracidade necessário. Ele ria das suas criancices e a escutava.

Ela sabia como falar com ele. Rindo das partes ruins, enfatizando as partes boas. Era como viam a vida. Menos contido, ele arrumava qualquer desculpa para tocá-la e olhar em seus olhos, sempre fugitivos. Sua mão pousava sobre a dela que, em troca era apertada e ganhava beijos curtos.

Ele sabia que estava ultrapassando uma barreira com seus carinhos. Mas não via nenhum sinal claro de que devesse parar. Ao contrário, a cada vez que as peles se tocavam, era como se fossem feitos de cobre e sentiam a energia correr livre por sobre a pele. E a eletricidade, como todos sabem, pode ser facilmente convertida em calor.

segure firme o tempo

“Segure firme o tempo! Vigie-o, vele por ele, cada hora, cada minuto! Se não prestar atenção, ele escapa… Que cada momento seja sagrado. Dê a cada um clareza e significado, a cada um o peso da sua consciência, a cada um a sua verdadeira e devida realização.”

(thomas mann)

 

Ceci n’est pas une…

une…

negar naturezas
omitir desejos
debitar carências
dos desejos alheios.

damaged

como admiro as pessoas desprendidas… aquelas que se atiram numa escolha e seguem reto, por vezes tropeçando, mas aprendendo a cada passo dado e caminho atravessado. Gostaria sim de ser assim, expressar essa coragem ao tomar um caminho e entregar-me de corpo e alma… e, por mais que tente me convencer, dizendo a mim mesma que não ligo em ser tão sozinha, e que fiz da solidão uma escolha… sei que esta não é toda a verdade…

por mais que me sinta bem com a vida que levo e que aceite a falta de uma pessoa que goste de mim e que nutra por ele um sentimento de gostar e querer bem e recíproco ao meu lado…(fisico, psíquico… cheio de volume, altura, comprimento, profundidade… )

Damaged people are dangerous, they know they can survive”

será que realmente sabem? será que não aprenderam a fugir… de algo que realmente poderia mexer com as estruturas estabelecidas…desequilibrar todo o sistema, desmoronar ideações, suposições… achismos…

esta vertigem persistente, por vezes divertida… roller coasters… que amedronta na maioria das vezes… quando nosso centro gravitacional é mexido… por outra estrela de igual grandeza… fugir, encarar… o que fazer?

alguns dizem que esta ansiedade gerada é devido à saída da zona de conforto… – este habitat mental que construimos e nos sentimos seguros… nosso quarto, casa, amigos, lugares… mas nunca nós dentro de nós mesmos… – sair desta zona é mergulhar no oceano dos sentimentos… provando do doce e do amargo… e sentir-se profundamente decepcionada por preferir a jaula mental dos medos, anseios… e não viver, deixar a possibilidade de tentar ser feliz…por ao menos 5, 6, 10 dias… por conhecer a deadline… o prazo final… nossa, porque me preocupo com isso agora… porquê já afasto algo no meio do caminho… traumas, gata escaldada… virei uma dessas, hein tela e teclas do computador? virei uma covarde que nao vive, sofre por antecedencia… sem mais se arriscar… sem se entregar…

tempo não se emprest, nunca. tempo – no máximo se compartilha… mas o pior de tudo é que ele realmente não importa. memórias não dependem do tempo, não possuem data inicial e muito menos prazo de validade…elas existem como entidades a governar quem somos… a embalar nossos sonhos e na busca – por vezes frustradas – de recuperarmos um pouquinho daqueles momentos…tão preciosos… como fotografias… mas engraçado, elas não ficam amareladas com o tempo… nunca. por vezes não lembramos o nome, muito menos sabemos precisar a data ou o quê estávamos sentindo… mas só em rememora-las nos sentimos bem…lembramos quem somos…

onde estão minhas memórias…

o que no agora será memorável daqui a uma semana?

se arrisca, tatai. se entrega… do chão você não passa… pode até sair mais fortalecida… com uma couraça nova pra te proteger dos tombos que virão…

disso você não tem como fugir. por mais que volte no tempo e faça diferente…

o momento presente aconteceria de qualquer forma… não esperneie. viva. seja feliz. tente. seja contente… com tente… tente…

rs.

Elogio ao amor

“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Continue reading “Elogio ao amor”

mestre

‘Qui que tu sois, voicy ton Maitre – Il l’est, le fut, ou le doit être’

‘Quem quer que você seja, este é seu Mestre – ele foi, ele é, ou ele será’

caro humano

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estamos sós no universo

Livre-arbítrio implica escolha, partindo desta máxima, descobrimos que ninguém pode viver nossa vida, a não ser nós mesmos.

Existir ou não vida inteligente em outro planeta torna-se irrelevante, se não formos capazes de governarmos as nossas escolhas, ficarmos atentos ao nosso desejo e, principalmente, encararmos as consequências dos nossos atos… no nosso infinito particular.

[tb torci o nariz na hora que li ‘ha dois mil anos… jesus… blablablá. este senhor é mais ecumênico do que serei em toda minha vida :heart: ]

 

vou contar com a ajuda de quem acompanha o blog, num pequeno exercício de auto-conhecimento:

  • sugiro que cada um leia…
  • interprete e medite…
  • sobre as questões abaixo…

liberte-se do que aprendeu na escolado que a professora de catequese, o pastor, o pai de santo, etc te contou.

Pense por você mesmo…no que você acredita… o que você sente e, principalmente, o que você imagina.

  1. Pq existe tanta pobreza e sofrimento no mundo?
  2. Pq tantas pessoas estão deprimidas?!
  3. Pq estamos tão assustados?!
  4. O que significa para você viver no presente momento?
  5. Qual é a sua grande distração?
  6. A religião e a ciência que aprendemos… ela te deixa satisfeito com você mesmo?
  7. O que acontecerá quando você morrer?
  8. Descreva o céu e o inferno… e como se chega lá.
  9. Qual é o sentido da vida?
  10. Descreva Deus.
  11. Qual é a mais fantástica qualidade que a humanidade possui?
  12. O que será que impede as pessoas viverem suas vidas da forma mais completa possível?
  13. Qual é o seu único desejo para o mundo?
  14. O que é sabedoria e como podemos alcançá-la?
  15. Estamos sozinhos?

terceira charada

até quando?

video produzido pela K2 Imagens

E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente

Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro

Brigada Gabriel, por compartilhar o levante… ;)

E Brigada ao Pensador, pelo ouroboro musical…

divano

Divano divano re divano resi / Divano resia / Divano divano re divano resi / Divano resia resia resia resia…

Não. Não é latim.

é uma lingua imaginária…

criada pelo francês eric levi do ERA . . .

lindo, não?

uma língua imaginária dando o suporte ‘etéreo’ para a mensagem atemporal …

que representa – ao meu ver – a permanência da música…

a constante luta pela liberdade … seja como forma de expressão… arte…

uma mensagem poderosa… que necessita ser cuidada… preservada… repassada…

ai ai …

lembrei-me disso aqui…

boa sexta para todos nós…

.a guerra [metáforas, letrinhas e vísceras]

.

.

.

“Dispastos ldao a ldao, as diefnerts lnígaus msotarm que, nas plavaras, o que cntoa ncuna é a vedrade, jimaas uma ersepxãso aqduedaa: pios, do crnotairo, não hvairea tnatas lníngaus” [Neztcsihe]

presente #x³

Eu gosto de charadas, sempre fui fascinada pela esfinge do édipo… talvez por isso adore estudar simbologia, me amarro em livros sobre espionagem, criptografia e mistérios por um motivo: a forma como a linguagem e o raciocínio podem esconder o óbvio nas entrelinhas e passar uma mensagem importante de forma despercebida… onde só os mais atentos, atenciosos conseguem desvendâ-la…

nossa… a sensação de possuir um segredo… que só é revelado após o raciocínio lógico-cultural é mui, mui MUI excitante para mim… :D Tanto que… BRINCAR de criar charadas sempre foi um hábito…  e por isso adoro desafiar as pessoas que me são caras, dessa forma: Continue reading “presente #x³”

como as moscas conseguem ficar assim?

Pare para pensar e conte quantas vezes você já disse… a frase-chavão amorosa: “precisamos discutir nosso relacionamento!” mais pop de todos os tempos!

Eu [ para falar a verdade ] já perdi as  contas…

Tudo começa como num ritual…

1° momento

Você se olha no espelho e pensa, murmurando hiper magoada: Continue reading “como as moscas conseguem ficar assim?”

pisa no freio da fulô

sscriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinnnnnnnnnnchhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.

tenho andado hiper-hiperativa.

como decidimos reformular o sistema de trabalho, tô com a cabeça pipocando com novas informações pra inserir no trabalho da vida real e que infelizmente tem pouco haver com o mundo lindo, harmonico e cuti-cuti do blog. [visto que o trabalho a ser realizado aqui é de informação, reflexão e auto-conhecimento]

na vida real: Continue reading “pisa no freio da fulô”

. a guerra [uma crônica]

A esposa soluçou no telefone:

– Vem depressa! Chispando! Vem!…

Não perdeu o tempo.

Berrou para o sócio: “Agüenta a mão, que eu não sei se volto.” Acabou de enfiar o paletó no elevador. E quebrava a cabeça, em conjecturas infinitas: “Que será?” Não quisera perguntar a Flávia com medo de uma notícia trágica. Já no táxi, calculava: “Algum bode!” Mas a hipótese mais persuasiva era de uma morte na família da mulher. Continue reading “. a guerra [uma crônica]”

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