Após falar de delírio,morte, sonho e desejo … pensemos em desespero


ela arranha a própria pele…
no auto-flagelo de comiseração
sua voz nunca é deveras ouvida
seu grito arfante e abafado é sempre angustiado
sempre sofrido
sempre corroído

desespero é fruto da alienação
cega pelo sofrimento
do apego e da dor.

desespero é o não ser nada
daquilo
que
se
planejou
é margem escura e lodosa
rio caudaloso de perda e lágrima

é negação de sonhos
de planos
desespero é distante da morte
a irmã gêmea de desejo
desespero é delírio racionalizado
e pseudo-destino martirizado
desespero não é destruição
mas é ruína.

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