Depois que lembrei da bendita história da banca, me dei conta de outros episódios do tipo, perdidos naquele canto escuro da memória reservada para os king-kongs abissais… Certa vez, fomos para a praia – acreditem ou não, preservamos esse costume do ‘passeio familiar’ aos domingos até pouco tempo… E olha que a minha mana mais nova está com 19 aninhos…

Nessa época, eu deveria ter uns 8 anos e já estava mais esperta…Ou menos lerda… Bom, lembro que meu pai – sempre ele – pediu que eu fosse comprar uma salada de frutas numa barraquinha lá no meio da praia… Fui toda contente, afinal a salada tinha uma bola de sorvete deliciosa e biscoitinhos de chocolate que eu amava… Chegando lá, comecei a conversar com a tia da salada e não me dei conta que ela estava andando com a mesma – pq a maré estava subindo – depois de achar um lugar seguro, percebi que o povo lá de casa tinha simplesmente sumido – gentem, onde estava minha mãe?aff… – Como não vi ninguém, fui lá pra beirada do mar, sentei na areia e comecei a comer a minha salada…

Pouco tempo depois apareceram uns surfistas e sentaram lá do lado, perguntando o pq deu estar sozinha e se eu não queria oferecer um teco da salada… Claro que comecei a conversar também, aprendi a usar a tal prancha bodyboard e tava me divertindo pra valer… Quando avisto, lá de longe minha mãe desesperada gritando: ‘PASSA JÁ PRA CÁ, MENINA!’ Nossa, como levei carão naquele dia… lembro que ela brigava comigo pelo fato deu nao estar preocupada ´- leia-se chorando desesperada – por estar perdida… Só respondia: ‘mas eu não me perdi. Vocês que sumiram!’… Meu pai, nesse dia ficou realmente preocupado, afinal não tinha o Seu Amaury pra avisar onde eu estava, né? Quando cheguei na barraca – com a minha mãe apertando a minha mão – meu pai só falou: ‘e a salada? comprou? Então bora lá comprar outra. Dessa vez vou com você!’

hehe… Sei que no outro final de semana, já estava com uma prancha daquelas pra brincar no marzão de Fortaleza… Êhh tempo baum…

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