Naquela tarde havia decidido fugir da rotina. Resolveu passear pelo centro histórico da cidade: praças, estátuas, árvores centenárias. Tudo aquilo a atraia. Gostava de saber um pouco da história de cada local, de como cada cultura fora lapidada. O celular – sempre ele -dera sinal de vida. “é uma boa trilha…a cara dele, afinal” – pensou. Não queria atender, iria fugir de todo e qualquer vínculo com o mundo real. Atendeu. Prontamente seu conhecido decidiu encontrar-se com ela (era desses que compromissos e trabalho podiam sempre esperar. gostava de obedecer seus impulsos.)

Escolheu aquele banco pelos corações talhados na madeira já desgastada. “será que continuaram juntos? provavelmente não”… Não sabia ao certo em que momento tornara-se tão realista. O perfume… como não reconhecer? Finalmente ele havia chegado. Gostava do seu jeito de sorrir. Era daqueles que sorria com os olhos. O jeito que passava a mão nos cabelos também era irresistível. Conservava alguns maus hábitos… esse lado sombrio claramente a seduzia. “Gosto de instigá-lo…e nesse jogo quem acaba se apaixonando sou eu”.

Ele sabia que ela era especial. Gostava de conversar longas horas, de rir um bocado e de brincar com seu desejo. Sim, pensava nela – e nas situações mais impróprias. Por culpa dela, já havia gozado numa transa de rotina com a namorada . Lembrando dos seus olhos e das suas curvas. Era errado? Quem se importava?! A namorada vivia feliz, afinal… não suspeitava de nada…então para quê aborrecimentos? Porquê aquela garota havia surgido na sua vida, daquele modo tão casual?

Tinha consciência que sentia desejo – somente isso. Precisava possuí-la, para acabar com sua obsessão diária….para tirar aquele sorriso irônico e o olhar triunfante de quem conhece alguns segredos. “Ela sabe disso. E gosta. Dá pra ver na forma que me olha. Está me fazendo de bobo…eu estou sendo um panaca, dançando no ritmo que ela conduz”

(continua…)

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