O Gustavo ganhou a alguns meses um cofrinho em formato de gatinho. Toda moeda que ele achava pelo chão corria para depositar lá.

A única regra que impus sobre o cofrinho era: você só vai ganhar presente no dia das crianças…nada de pedir brinquedo antes desse dia… você vai comprar seu presente com esse dinheirinho aí dentro.

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Maaaaasssss numa casa com avós coruja, fica difícil manter uma regra [cruel – na opiniao deles] básica para a educação do nosso leãozinho. Certo dia, correndo pela casa imitando um jato supersônico ultra-rápido, o gu acabou esbarrando numa mesinha e quebrando um vaso-xamego da vó coruja… O bixinho ficou tão desesperado, foi chorando pro quarto, avisar que tinha quebrado:

– Buaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh aaahhhh Vooo-Vóooo eeeuu quebeeei a salaaa!

-É o quê, Gu?

– Vem ver, vó!

(…)

– Vó, eu vou pagar! Eu tenho dinheiro no meu gatinho!

– Tá certo, gu…quando você quebrar o gatinho, você me dá.

Alguns meses depois, com o bendito não suportando mais nenhuma moedinha decidi quebrá-lo com o meu guri… Assim que viu as primeiras moedas, encheu uma mão e correu pro avô:

– Vô! O dinhero do vaso da vovó! Tá aqui, viu?

Meu pai, veio todo prosa, me deu uma nota de 10 escondida do gu e depositou as moedinhas no cofre grande da casa😉 O bixinho não viu a transação comercial e ganhou horas mais tarde uma caixa de chocolate dos avós babões…

precisa nem falar que eu fiquei morrendo de orgulho do meu guri…né?