DOMINGO 

A pedidos mui carinhosos de ‘mamãe me dá um peixe, mãezinha me dá um peixe, mãe eu quero um peixe, maaamaaaeeeee peeeixxeeee’, comprei um pro gu. O Bloop, peixinho dourado muito peixês. 

SEGUNDA  

Cá estou lá, organizando um dos grupos, conversando com os participantes e propondo dinâmicas quando – de repente, não mais que de repente – o meu celular toca. [como estava esperando uma ligação de um prefeito, corri pra atender] Era minha irmã: 

– Tái, o bloop não se mexe!!!

(voz ao fundo: ‘tia inháaai, não conta pa mamãeeee, po favô!)

– Mana, então ele morreu…

– Mas a cauda dele ainda faz um ‘tic…tic…’

– Então tira ele do aquário e põe num copo com água limpa!

– TÁ! 

– clic – 

5 minutos depois

– Táaaiii!!!

– Oi lala, e aí?! Morreu mesmo?!

– Eu fiz uma massagem cardíaca e ele voltou à vida!

– Anh?! HAHahAH… Ow comédia

– Quero falar com a mamãe tia inhái! [barulhos de um guri roubando um celular e correndo pela casa]

– Oi gu… o que aconteceu com o Bloop?!

– Mãe, o Bópi ta funcionando! A tia inhái ligou ele e e ele ta nadando assim ó

[/ imaginação mode on]

– Bebê! Você tem que cuidar do seu peixinho!

– Ta mãe! Beijoo! Te amoo!

QUARTA 

– Filha, o peixe morreu

– É mãe… acontece…

– O Gu quer falar com você

– Mãe, o bópi desligou. Ele não funciona mais

– É bebê, chega um dia que todo mundo vai desligar… o Bloop foi o primeiro, ele morreu.

É.

– E cadê o bloop?

-Tá no lixo, o téo não quis comer.

– ANH?!

– O téo não gota de peixe.

– Deixa eu falar com a tua vovó, beijo bebê!

– Oi tái

– MÃE?! VOCÊS DERAM O BLOOP PRO TÉO?!

– Não, o gu queria, disse que o téo tava com fome. Expliquei que não podia.

– *abismada* ta bom, então jogaram o bichinho no vaso?

– Que nada, ta lá no lixo mesmo.

– *gasp* ta bom, beijo mãe… fica bem.

– beijo. 

– clic –  

Bom, pelo visto não é o Gu, mas sim EU que preciso aprender a dar adeus pros bichinhos logo, logo. [Bloooopppp! Sniiiiiiiiiiiifsss!]

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