Três da tarde: hora de levantar.

Continua a dormir. Preguiça, sua aparência exalta desleixo, demora. Vidas corriam ao redor daquele lugar.

Ali, tudo estático. Esfera diagramada de poeira e sombra.

E s q u e c i m e n t o.

Cutuca: prisão de ronco e suor. A vida passa e foge por seus dedos

I M O B I L I D A D E.

Espreita pela fresta. Quatro da tarde. Sozinha.

A casa brilha como uma pérola

SOLIDÃO.

Acorda. A boca fede a cuspe envelhecido. Beija-a.

Repulsa. “amor é incondicional”. Retribui.

Tapinha na bunda – Sorri.

O almoço está na mesa.

Quase hora do jantar’ – murmura.

Prato na mesa, senta no sofá.

Acende o cigarro.

Café na mão, braço esticado:

S e M p R e

Noite insone.

O papel amassado da última carteira de cigarro barato despenca no chão.

Pára ao lado do cesto de lixo. O papel é ali esquecido.

Mala pronta. Ela se manda.

P e r p l e x o

Conecta

Três da tarde. Hora de levantar…

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