eu quero morrer duma overdose literária!

a carreira de neruda aspirada

dose extra de pessoa na veia

espanca, florbela minha’lma!

vertendo vinho cala-se cecília

torquato regozija-se
com a dor do pranto

 

com seu jogo-sentimento

leminski ri-se dos medos

desenhado no papel

cummings desflora
minha inocência

 

pétala a página:

 

símbolos de morte-vida

bukowski, velho safado
me roga o cuspe
da crua realidade.

Por isso quando

 

meu corpo inerte

 

encontrares…

 

escrevas em minha lápide:

 

amou intensamente e morreu

 

mil vezes infinito

 

sentimentos não-seus.

[ tive uma overdose literária mesmo…amanheci lendo neruda, depois com bukowski neste site aqui é pedir um colapso! ]

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