engraçado: eu não existo para as formigas.

Elas vem e vão, seguindo o curso do seu instinto, obedecendo a ‘formação’ em linha na busca por alimento, passando a existência inteira assim: indo e vindo. cumprindo o objetivo de sua vida. [no caminho, ajudam a limpar o planeta, e otras cositas a mas]

Se elas tivessem consciência da minha existência, será que me veriam como uma força poderosa e misteriosa, que está além da sua compreensão… como um Deus?

Afinal, eu poderia mudar o curso de suas vidas na hora que quisesse e acabar com todas com uma pisada fatal,ou com uma lente de aumento contra o sol [resquicios de traços sádicos da infância 😉 ]….

Às vezes me vejo assim, como uma formiga… À deriva pelo mundo, cumprindo meus afazeres, sem ter consciência de quando, porquê ou como será esta ‘pisada’ fatal.

Neste caminho, enquanto obedeço meus instintos [sob influência da razão,sempre] vou conheçendo pessoas, sendo tocada por elas…talvez na mesma proporção que elas me tocam, me afetam… vou contando histórias, vivenciando-as…influenciando gente…sendo influenciada…

Não…não é um modo pessimista de ver a vida. Afinal: não existo para as formigas, mas estou aqui a observá-las.

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