“querer é poder: lema do homem moderno para sustentar esta sua crença. No entanto, o homem contemporâneo paga o preço de uma incrível falta de introspecção. Não consegue perceber que, apesar de toda a sua racionalização e toda a sua eficiência, continua ‘possuído’ por forças que fogem do seu controle.

Seus deuses e demônios absolutamente não desapareceram; tem apenas novos nomes. (…) e o conservam em contato íntimo com a inquietude, com apreensões vagas, com complicações psicológicas, com uma insaciável necessidade de pílulas, álcool, fumo, alimento e, acima de tudo, com uma enorme coleção de neuroses (…) é uma ilusão comum acreditarmos que o que sabemos hoje é tudo o que poderemos saber sempre. Nada é mais vulnerável do que uma teoria científica, apenas uma tentativa efêmera para explicar fatos e nunca uma verdade eterna.”

[Jung. O homem e seus símbolos]

símbolos. os novos são as logos tão conhecidas….refrigerantes, bancos, empresas… símbolos cheios de signifados, de status…

deuses são símbolos, representam uma série de ações-consequências contidas em seus nomes, ou na sua ira… reflexos de nossos defeitos e qualidades… tentativas de explicar-nos através desse espelhamento.

se acredito em deus? não, não acredito.

acredito no poder renovador da natureza, nos seus ciclos, na sua alquimia, sua química. nem boa, nem má: homeostática.