Corroia-se cada vez que lia suas palavras

Comparava-se nos mínimos detalhes notando suas feições.

Cada defeito era prontamente ridicularizado: sentia-se um pouco melhor ao fazer isso.

eis o elogio que sai da boca vil…

[Mal sabia que o invejado sempre ri da inveja que desperta]

ao desejar viver uma vida que nunca será sua, esquecia da vida que vivia…

adoecia assim, lentamente… a cada elogio envenenado sussurrado entre dentes

suicidava-se assim… página em branco virada de uma existência vazia de sentido.

eis o legado dos que invejam: são meros reflexos embaçados e imperfeitos de seus rivais.

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