caminho pelo corredor – ele me fita assustado

seus olhos azuis fuzilam-me, com sons inaudíveis

sigo por entre passos silenciosos abafados pelas meias de algodão decoradas com joaninhas e tulipas

entre mundos aqui e ali, me segue

com seu andar majestoso e felino de quem já conhece o caminho

saboreio o líquido gelado

ele observa silencioso os transeuntes invisíveis do aposento

volto ao quarto ouvindo o tilintar de sua corrente

– artificio vulgar para domar e nomear seu espírito eterno e livre

sento-me defronte ao computador. o guardião aconchega-se em meu colo

ouço o ronronar tranquilo do meu protetor felino…

“o que será que os gatos sonham…”

melhor não saber…watch?v=SMEyI9SaU-g

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