estamos sós no universo

texto que precedeu o blog e coração fechado pra balanço

Sabe o que fiz ontem?

Me balancei tão alto, que consegui tocar as folhas da árvore com a pontinha do pé.
ouvindo música, cantando… fiquei qse 1 hora… e como é um ótimo exercício para as costas, braços, bíceps… ontem percebi como minhas panturrilhas são lindas e os dedos dos pés, pintados de vermelho ficam um tesão!

Que coisa mais deliciosa é sentir-se em movimento… sentindo o corpo inteiro quase livre… o vento no cabelo… a sombra linda que o corpo cria contra o muro… o arrepio na pele, que me ouriça… ao som da música, tão sensível… ai.

Ah, amei quando começou a tocar free bird do lynyrd skynyrd:

E sentindo as cordas, o vento e as palavras vibrando em mim:

“If I leave here tomorrow / Would you still remember me? / For I must be travelling on, now, / ‘Cause there’s too many places I’ve got to see. / But, if I stayed here with you, girl, / Things just couldn’t be the same. / ‘Cause I’m as free as a bird now, / And this bird you can not change. / Lord knows, I can’t change.”

Agir a contra-gosto é um veneno!

Você aplica uma dose de veneno na tua vontade. Aos poucos aquilo vai te corroendo de dentro pra fora…
Quando agimos para agradar alguém e, anestesiamos quem somos, acabamos nos tornando cada vez mais apáticos… invisíveis… ou então… magoados, perversos… sádicos.

não tem jeito… eu só funciono com muito tesão… quando me sinto presa, amarrada, por algo que está além, que não depende de mim… aquilo me sufoca, me mata aos pouquinhos… por dentro… aí perco o tesão, a vontade…

aí o que acontece?!
eu dou um piripaque geral.

Talvez por isso aprendi a ter alma de borboleta… e algumas espécies vivem 24 horas. Aliado a isso, tenho meio que… memória de peixinho dourado… 3 seg. ops, o que era mesmo que estava pensando?

Mas, cara… são vinte e seis anos, um filho de quatro… e a fuga de um casório… Ou seja: com a vida, a gente aprende que… alimentar o que acontece de errado ou inesperado só traz duas coisas:
• atraso
• mágoa

e como realmente decidi ser dona do meu caminho, da vida que construo [aquela metade que depende unicamente de mim] só perco tempo e me abato… pelo que realmente vale a pena ser sentido e vivido.

tô mal e deprê? fico mal e deprê.

melancólica, olhos marejados – carinha de cachorro sem dono [vide foto no perfil do blog] e hiper à flor da pele. silenciosa… até o ponto que começo a sentir nojinho de mim mesma…

aí renasço. 😀

quase sempre fortalecida, dando risada da … da fase emo

afinal, é uma questão de respeito próprio.

se não respeitar o que realmente me afeta, aquilo que me deixa sensivel… como poderei respeitar isto em outra pessoa?!

como é que eu posso falar e aconselhar com propriedade… se evito aquele sentimento em mim? Aí corro o sério risco de – no meu trabalho clínico, virar uma psi xifrim, caíndo naquele erro comum: “isso q vc sente não é real, pois para o psicólogo X, famosíssimo isto é uma fuga e blablá”

claro que é real.

se a pessoa vivencia aquilo: é real. para ela é. e é isso que importa – e deve ser respeitado.

já falei e repito: sou partidaria do empirismo sentimental: só falo daquilo que experimento, vivo… Do que sei.

Sabe… amei o comentário do rafaelwood, pelo visto…dono de um coração burro tb:

“tem uns dois meses que estou passando por isso… muitas vezes falo ou escrevo coisas que não deveria… mando mensagens… e quando elas saem do meu celular bate o arrependimento… coração fala por mim quando não deveria…

perae.

coração burro? eu não sou burra. vc não é.

Sabe, rafael. Percebi de ontem pra hoje que não temos um coração burro, que nos trai… de jeito algum: ele fala a verdade, ele é hiper-mega-inteligente.

O que nos trai é o conceito que temos de nós.

Afinal, quem condena uma demonstração de afeto são os outros, não a gente. É quando paramos pra pensar no que a pessoa vai achar, é que nos envergonhamos.

PQ NOS ENVERGONHAMOS, MEO DEOS?!

Por demonstrar o quanto alguém é especial em nossa vida?! Pq isso é errado?! Arre!

Se, o preço por amar e viver intensamente for este, de ser mal-interpretada… Eu pago, assino em baixo e com antecedência…

Pois não sei ser de outra forma. [quando tentei ser, me ferrei… e me ferrei muito feio mesmo – nem desenhar nada conseguia! acho até, q nem pensava… só refletia. ] Ou seja: não desejo ser alguém que não demonstra o que sente.

Afinal, se fosse assim, este blog – que é a minha valvula de escape, meu pensamento em forma de palavra… q me ajuda a avaliar e decidir melhor – seria diferente, talvez nem existiria…

Se fosse outra… creio que… não sentiria o mesmo prazer inebriante ao me balançar num brinquedo de criança… anoitecendo junto ao dia… e me sentindo leve… livre e principalmente… em paz com a minha vontade e meu coração.

Não. Não é fácil e nem bonitinho relacionar-se intimamente comigo… mostro as duas faces na mesma intensidade… tal como venus – o planeta:  dias são tórridos, altas temperaturas… e noites glaciais, invernais e desconhecidas… [E menino… li que as tempestades por lá não são nada bonitas de se ver 😉 ]

Sabe que… somente em vênus… o dia dura mais do que o ano?!

E, que também é o único que gira ao redor do sol, na direção contrária?! Como bem lembrou, meu querido marcello: o amor vai na direção contrária”

às vezes, vivo dias que são tão memoráveis…  Tãaao longos que se tornam marcos. Passam a significar minha vida e me servem de guias: do que já fui… pois só tenho esta base de informação.

aquilo que fui e os pqs que deixei de ser… me tornando algo mutável, mutante… crescente. Claro que, ser assim, é cansativo… tenho um jeito de sorrir meio melancólico.

Mas, toda vez que vivo uma tristeza… reconheço, valorizo e canto mais alto minhas alegrias.  É qdo estou sozinha no escuro [mesmo o metafórico],  que sei que só posso contar com os  meus sentidos. e, acredite: eles sempre apontam pro lado correto. [é a lei da sobrevivência, babys… ainda somos animais em pele de realeza 😉 ]

É essa realeza que cria coisas fantásticas e eternas [que residem no mundo das idéias e sentimentos]

Algo que não tocamos – somos tocados, contaminados, inundados por ela… este é o mundo de quem sente. de quem pulsa, de quem tem vida correndo nas veias.

É aquela dorzinha que só a música e a arte, qualquer que seja ela, desperta.

Ama me fideliter, [Ama-me fielm ente!]
fidem meam noto: [Vê como seu fiel:]
de corde totaliter [Com todo o meu coração]
et ex mente tota [e com toda minh’alma]
sum presentialiter  [ estou contigo]
absens in remota, [mesmo quando distante]
quisquis amat taliter, [quem quer, que me ame assim]
volvitur in rota. [gira a roda]

[omnia sol temperat – carmina burana]

roda, roda viva-vida, girando eternamente no ciclo de morte-vida! 😉

[minha mae diz que… com esse meu jeito, eu nunca vou arranjar um marido.
eu respondo que, não preciso de um marido.
gosto e desejo sim, um companheiro… que alimente estao minha necessidade de viver assim, colorida… ]

o bom de ser mais sozinha… é que a gente aprende a gostar tanto de quem se é…

que passa a transbordar e resplandecer mais do que cobrar.

se alguém decidir me amar. pode me amar, ame verdadeiramente, sem medo… saiba que será bem-vindo… mas não cobre nada… pq amor não se cobra, se oferece.  E, para mim… é esta oferta que torna a vida bela.

É esta a capacidade mais fantástica do ser humano e da humanidade!

A tradução desta DORZINHA sentida no peito… esta vontade de gritar ao mundo e cantar… ou de se atirar no fundo do poço e sofrer…sofrer… Pois o amor dói.

Mas é uma dorzinha gostosa, que vale a pena sentir… é isto quenos torna humanos… e Reais. de Realeza, mesmo.

e eu… que me apaixono todo dia pelo amor: meu combustível, tesão e razão-mór- de escrever/viver.

Sinta-se abraçado, pois – no momento – sou toda amor e sorriso ^^

FIM…

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