estamos sós no universo

sendo bem simples e direta:

preocupar-se com o que os outros vão pensar/dizer

deixando de ser espontâne@

por medo das consequências.

quer ver?

observe por um tempinho as crianças pequenas: entre 3-5 anos.

elas costumam ter um humor cruel, verdadeiro… não buscam agradar até o momento que aprendem que podem ganhar algo em troca e perder, também.

aí começam a caminhar no nosso mundinho adulto… de medos e aparências.

compartilhando:

“Três transformações do espírito vos menciono: como o espírito se muda em camelo, e o camelo em leão, e o leão, finalmente, em criança.

Há muitas coisas pesadas para o espírito, para o espírito forte e sólido, respeitável. A força deste espírito está bradando por coisas pesadas, e das mais pesadas. [como dizia minha prof. de geografia: quer moleza? senta no pudim]

Há o quer que seja pesado? — pergunta o espírito sólido. E ajoelha-se como camelo e quer que o carreguem bem. Que há mais pesado, heróis — pergunta o espírito sólido — a fim de eu o deitar sobre mim, para que a minha forca se recreie? [ sabe aquele tipo de gente que se orgulha por ser o martir de tal causa? camelo! bingo! ]

Não será rebaixarmo-nos para o nosso orgulho padecer? Deixar brilhar a nossa loucura para zombarmos da nossa sensatez? [ai, adoro demais esse bigodudo… traduzindo: é melhor fazer parte do gado e entrar na dança, do que ser o diferente, que pensa e demonstra: nerds sempre serão nerds, e cdfs, e pseudo-intelectuais, etc etc 😉 ]

Ou será separarmo-nos da nossa causa quando ela celebra a sua vitória? Escalar altos montes para tentar o que nos tenta? [cutucar onça com vara curta]

Ou será sustentarmo-nos com bolotas e erva do conhecimento e padecer fome na alma por causa da verdade? [conhecimento fast-food … pilulas da felicidade, como vc preferir. interpreto esta frase assim: por mais que vc busque explicação pro que sente, não vai conseguir saciar este monstro que te corrói por dentro enquanto não descobrir onde a TUA verdade está. tem gente que nasceu pra ser puta, pra ser santa, pra ser frigida, tarada e por aí vai.]

Ou será estar enfermo e despedir a consoladores e travar amizade com surdos que nunca ouvem o que queremos? [alow-ow … levanta a mão aquele que adora discutir com quem tem um ponto de vista diferente – em vez de compartilhar e buscar compreender o que há por trás: motivação pessoal ]

Ou será submerjirmo-nos em água suja quando é a água da verdade, e não afastarmos de nós as frias rãs e os quentes sapos? [diga-me com quem andas, o que lês, o que escutas e o que faz na internet em noites solitárias haha!]

Ou será amar os que nos desprezam e estender a mão ao fantasma quando nos quer assustar? [‘nao entendo pq sicrano nao gosta de mim. ele deveria gostar de mim, eu sou assim e assado por isso ele deveria me amar, pq ele nao me ama? pq? o que eu fiz pra merecer isso?]

O espírito sólido sobrecarrega-se de todas estas coisas pesadíssimas; e à semelhança do camelo que corre carregado pelo deserto, assim ele corre pelo seu deserto.

No deserto mais solitário, porém, se efetua a segunda transformação: o espírito torna-se leão; quer conquistar a liberdade e ser senhor no seu próprio deserto.

Procura então o seu último senhor, quer ser seu inimigo e de seus dias; quer lutar pela vitória com o grande dragão. [ quando a mágoa se transforma em ódio, necessidade de vingança… aquela raiva por ter sido abestado, submisso, bobo, inocente… ]

Qual é o grande dragão a que o espírito já não quer chamar Deus, nem senhor? [ deus e senhor no sentido de ser submisso à vontade de outrem, e não da sua… é adotar um papel de rebelde… anarquista, cs me entendem, ne?]

“Tu deves”, assim se chama o grande dragão; mas o espírito do leão diz: “Eu quero”.

[Choose life. ChooseChoose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, Choose washing machines, cars, compact disc players…. assistam trainspotting!]

O “tu deves” está postado no seu caminho, como animal escamoso de áureo fulgor; e em cada uma das suas escamas brilha em douradas letras: “Tu deves!” [levo esta frase, como algo que nos cega os sentidos… temos tantos ‘tu deves’ na vida que acabamos nos cegando e – realmente – cumprindo com o padrao já estabelecido.]

Valores milenários brilham nessas escamas, e o mais poderoso de todos os dragões fala assim:

“Em mim brilha o valor de todas as coisas”.

“Todos os valores foram já criados, e eu sou todos os valores criados. Para o futuro não deve existir o “eu quero!” Assim falou o dragão. [interprete por si, esta passagem.]

Meus irmãos, que falta faz o leão no espírito? Não bastará a besta de carga que abdica e venera? [besta, gado, ovelhas… ]

Criar valores novos é coisa que o leão ainda não pode; mas criar uma liberdade para a nova criação, isso pode-o o poder do leão. [ so me lembro do arcano dezesseis: a torre]

Para criar a liberdade e um santo NÃO, mesmo perante o dever; para isso, meus irmãos, é preciso o leão. [leão, símbolo solar… rei dos animais, vontade … hehe ]

Conquistar o direito de criar novos valores é a mais terrível apropriação aos olhos de um espírito sólido e respeitoso. Para ele isto é uma verdadeira rapina e coisa própria de um animal rapace. [ai ai, levanta a mão quem nunca foi sacaneado ou tirado de tempo por fazer o que se tem vontade, e nao o que se deve – eu, por exemplo… já levei alguns tapas na cara – literalmente – por isso. ]

Como o mais santo, amou em seu tempo o “tu deves” e agora tem que ver a ilusão e arbitrariedade até no mais santo, a fim de conquistar a liberdade à custa do seu amor. É preciso um leão para esse feito. [ é olhar ao redor, sentir-se sozinho e não ter medo. confiar naquela chama que se acende no peito… quando se tem certeza de que ages corretamente.~.. é compreender que o mais santo ainda esta preso … pois nao chegou a hora dele de se libertar… é continuar e perceber que… é vc. vc é a pedra filosofal.]

Dizei-me, porém, irmãos: que poderá a criança fazer que não haja podido fazer o leão? Para que será preciso que o altivo leão se mude em criança?

A criança é a inocência, e o esquecimento, um novo começar, um brinquedo, uma roda que gira sobre si, um movimento, uma santa afirmação.

Sim; para o jogo da criação, meus irmãos, é preciso uma santa afirmação: o espírito quer agora a sua vontade, o que perdeu o mundo quer alcançar o seu mundo. [o seu mundo. a sua verdade. esquecer…esquecer… novo começar… roda que gira sobre si… ouroboros… carmina burana… ai ai, emocionei :s ]

Três transformações do espírito vos mencionei: como o espírito se transformava em camelo, e o camelo em leão, e o leão, finalmente, em criança”.

Assim falava Zaratustra – tio bigodudo – e… para os não íntimos, Nietzsche.

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