tenho uma mania: se você me der uma flor, ela vai parar entre as páginas de um livro amado, especial e querido que me acompanha pra onde quer que eu vá.

[mas sempre explico que prefiro flores vivas e plantadas… ]

Hoje, no início da tarde peguei o livro…

fechei os olhos por um segundo, sendo dominada pelo aroma das flores prensadas e secas, guardando lembranças e sensações…

imediatamente lembrei que simbolicamente a flor é análoga à borboleta, como símbolo da alma. O aroma da flor, remete à alma do morto… que mesmo apesar da morte orgânica… tem sua essência sentida… de forma imaterial.

“ah balela, símbolos são uma enganação… não servem pra nada e tentam maquiar a realidade, tentando provar que existe um sentido oculto e misterioso em tudo” – alguém pode pensar…

sei que, apesar de mortas, elas continuam a perfumar as 996 páginas do livro amado…

me encantam com a delicadeza, fragilidade que possuem e, principalmente, pelas lembranças que afloram … catapultando-me para o passado,  e através de pensamentos vou revivendo o sorriso da senhora que me presenteou, dizendo:

‘obrigada por conversar comigo naquele dia… queria poder comprar um presente pra te agradecer… mas… vc sabe a minha condição… toma filha, esta flor é do meu jardim… ‘

bah, sou hiper sensivel pra certas coisas… lembrando daquela manhã me emocionei… principalmente pq o esposo dela [que participava de um dos meus grupos] falecera e… vcs sabem…

bom…

a flor está dentro do livro, perfumando-o.

ela – a flor – está impregnada de sentimento, de carinho…

me emocionando… como agora.