[trabalho mensal vivenciado e enviado😉 ]

Este é um tema especialmente difícil de abordar. Passei o mês refletindo, tentando expressar a minha opinião acerca da inveja. Com o passar dos dias percebi que… eu não invejo. É algo diferente e nada pejorativo: Eu sinto admiração por algumas pessoas, as tenho como bons exemplos, como pessoas que possuem uma marca pessoal e mudam o mundo de uma forma positiva e louvável. O interessante é que não procuro me comparar, não tenho meu comportamento como postura adequada, finalizada… e também não tenho estas pessoas que admiro como referencial. Para mim, as pessoas que admiro são garantias que eu também posso deixar minha marca pessoal neste mundo. Ao desenvolver-me… o máximo que alcançar… Não sendo uma cópia daqueles que admiro.

Neste mês percebi novamente a sincronia entre o tema proposto e acontecimentos no trabalho que me rondaram. Eu sempre soube que sou observada. Percebi entretanto que não sou somente observada, mas relativamente invejada… Recebendo alguns comentários maldosos.

Aos poucos, pude perceber que a inveja deforma uma pessoa… Quem a sente se envenena com este sentimento, ficando mais feia… É como se algo no espírito retrocedesse, se modificasse… Um veneno que vai sendo produzido em pequenas doses… uma parcela de mágoas remoídas, uma boa dose de baixa auto-estima… e uma admiração revertida em raiva… Onde o invejado representa tudo aquilo que o invejoso mais gostaria de ter, de ser mas, por perder um tempo precioso procurando defeitos e buscando erros no comportamento do outro, acaba por não se desenvolver, deixando de expandir-se, crescer espiritualmente… Tornando-se cada dia mais pesado, mais obsessivo, mais disforme...

Pequenas atitudes, que o Invejado toma… são vistos sob a ótica de um microscópio… são pequenas farpas nos olhos de quem inveja… que atestam a todo momento o quão odioso é aquela pessoa, por conseguir tal coisa, por ter acesso a tal pessoa, e por receber tal regalia… Forçando o organismo físico a produzir cada vez mais suco biliar, rancor e maldade…

Interessante notar que o envenenamento lento e gradual advindo da inveja modifica a pessoa de tal forma, que as qualidades que antes embelezavam o espírito são substituídas pela ira, pela preguiça, pela propensão e gosto da maledicência… Adoecendo a cada dia o corpo (de várias maneiras) e a alma.

Creio que nesta jornada…Por ainda ser boba ao acreditar que o bem-comum deve ser valorizado sempre, sofrerei alguns ataques. O problema [creio] consiste no fato de não responder aos desaforos e ataques magoados… Como os invejosos não conseguem produzir em mim uma mágoa, uma vontade de vingança, uma reação colérica… Acabam envenenando-se cada vez mais…

Aquele que inveja acaba por não perceber que ao perder tempo pensando e bolando maneiras de ser notado, buscando atingir de forma negativa a fonte de sua atenção e inveja… Cava o próprio poço sem fundo da discórdia, desarmonia, da falta de amor e, por fim esquece-se da própria vida: perde um tempo precioso e único ao falar, observar, pensar e julgar alguém que geralmente é egocêntrica demais para preocupar-se com a atenção dispensada e mal-canalizada.

Concluindo: O invejoso se abstém da responsabilidade de cumprir sua missão e aprender através das dificuldades que aparecem no caminho de todos nós, postergando o compromisso de preocupar-se com aquilo que realmente importa: o seu desenvolvimento espiritual… Dessa forma, passa a agir como a metáfora do escorpião que mantém a cauda em posição de ataque e ao ser encurralado acaba se ferindo com o próprio ferrão… Tornando-se vítima do veneno que seu organismo produziu.