a questão é que trabalhamos para ganhar a vida, para fazermos o que gostamos, para amar, para sermos amados, para pagarmos nossas contas, nossos médicos e nossos luxos, juntamente com as contas dos remédios e da internet e precisamos ganhar cada vez mais dinheiro porque fazemos despesas além das nossas necessidades e nos entupimos de gordura trans e alcool  e procuramos essas pilulas da felicidade para poder dormir ou relaxar e acabamos sofrendo com seus efeitos colaterais que passam com a utilização de novos remédios ou  novas distrações e mais uma porrada de coisas supérfluas e superficiais que  geram uma roda vida louca e nauseante e se não tivermos a cabeça bem centrada podemos nos perder nessa ciranda, nos enganando sem ser quem se é, sem fazer o que se quer só para aparentar aquilo que não se tem para pessoas que nem chegamos a gostar e que não nos dizem respeito.

só para impressionar.

só para ostentar.

só para esconder esse vazio feio e doloroso que guardamos aqui dentro.

loucura né?

quando era criança, curtia brincar de ciranda… a sensação de tontura, do mundo girando e aquela sensação nauseante no estômago. Já me disseram que toda brincadeira é um role-playing para a vida adulta, são pequenos ensinamentos e rituais de iniciação… pena que na vida adulta a sensação é a mesma, mas com raras risadas no final da brincadeira.