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i n t e n s i d a d e

a sombra que me move também me ilumina

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Amor

timidamente

recriando um velho hábito.

a escrita foi meu grande álibi para lidar com um término de relacionamento e a criação de um filho.

hoje, aos 32 e mãe de um menino de 10, sei que a escrita não possui mais aquele poder de cura, mas talvez de compartilhamento, crescimento, conhecimento.

Ceci n’est pas une…

une…

negar naturezas
omitir desejos
debitar carências
dos desejos alheios.

damaged

como admiro as pessoas desprendidas… aquelas que se atiram numa escolha e seguem reto, por vezes tropeçando, mas aprendendo a cada passo dado e caminho atravessado. Gostaria sim de ser assim, expressar essa coragem ao tomar um caminho e entregar-me de corpo e alma… e, por mais que tente me convencer, dizendo a mim mesma que não ligo em ser tão sozinha, e que fiz da solidão uma escolha… sei que esta não é toda a verdade…

por mais que me sinta bem com a vida que levo e que aceite a falta de uma pessoa que goste de mim e que nutra por ele um sentimento de gostar e querer bem e recíproco ao meu lado…(fisico, psíquico… cheio de volume, altura, comprimento, profundidade… )

Damaged people are dangerous, they know they can survive”

será que realmente sabem? será que não aprenderam a fugir… de algo que realmente poderia mexer com as estruturas estabelecidas…desequilibrar todo o sistema, desmoronar ideações, suposições… achismos…

esta vertigem persistente, por vezes divertida… roller coasters… que amedronta na maioria das vezes… quando nosso centro gravitacional é mexido… por outra estrela de igual grandeza… fugir, encarar… o que fazer?

alguns dizem que esta ansiedade gerada é devido à saída da zona de conforto… – este habitat mental que construimos e nos sentimos seguros… nosso quarto, casa, amigos, lugares… mas nunca nós dentro de nós mesmos… – sair desta zona é mergulhar no oceano dos sentimentos… provando do doce e do amargo… e sentir-se profundamente decepcionada por preferir a jaula mental dos medos, anseios… e não viver, deixar a possibilidade de tentar ser feliz…por ao menos 5, 6, 10 dias… por conhecer a deadline… o prazo final… nossa, porque me preocupo com isso agora… porquê já afasto algo no meio do caminho… traumas, gata escaldada… virei uma dessas, hein tela e teclas do computador? virei uma covarde que nao vive, sofre por antecedencia… sem mais se arriscar… sem se entregar…

tempo não se emprest, nunca. tempo – no máximo se compartilha… mas o pior de tudo é que ele realmente não importa. memórias não dependem do tempo, não possuem data inicial e muito menos prazo de validade…elas existem como entidades a governar quem somos… a embalar nossos sonhos e na busca – por vezes frustradas – de recuperarmos um pouquinho daqueles momentos…tão preciosos… como fotografias… mas engraçado, elas não ficam amareladas com o tempo… nunca. por vezes não lembramos o nome, muito menos sabemos precisar a data ou o quê estávamos sentindo… mas só em rememora-las nos sentimos bem…lembramos quem somos…

onde estão minhas memórias…

o que no agora será memorável daqui a uma semana?

se arrisca, tatai. se entrega… do chão você não passa… pode até sair mais fortalecida… com uma couraça nova pra te proteger dos tombos que virão…

disso você não tem como fugir. por mais que volte no tempo e faça diferente…

o momento presente aconteceria de qualquer forma… não esperneie. viva. seja feliz. tente. seja contente… com tente… tente…

rs.

Elogio ao amor

“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Continuar lendo “Elogio ao amor”

mestre

‘Qui que tu sois, voicy ton Maitre – Il l’est, le fut, ou le doit être’

‘Quem quer que você seja, este é seu Mestre – ele foi, ele é, ou ele será’

estamos sós no universo

Livre-arbítrio implica escolha, partindo desta máxima, descobrimos que ninguém pode viver nossa vida, a não ser nós mesmos.

Existir ou não vida inteligente em outro planeta torna-se irrelevante, se não formos capazes de governarmos as nossas escolhas, ficarmos atentos ao nosso desejo e, principalmente, encararmos as consequências dos nossos atos… no nosso infinito particular.

[tb torci o nariz na hora que li ‘ha dois mil anos… jesus… blablablá. este senhor é mais ecumênico do que serei em toda minha vida :heart: ]

 

vou contar com a ajuda de quem acompanha o blog, num pequeno exercício de auto-conhecimento:

  • sugiro que cada um leia…
  • interprete e medite…
  • sobre as questões abaixo…

liberte-se do que aprendeu na escolado que a professora de catequese, o pastor, o pai de santo, etc te contou.

Pense por você mesmo…no que você acredita… o que você sente e, principalmente, o que você imagina.

  1. Pq existe tanta pobreza e sofrimento no mundo?
  2. Pq tantas pessoas estão deprimidas?!
  3. Pq estamos tão assustados?!
  4. O que significa para você viver no presente momento?
  5. Qual é a sua grande distração?
  6. A religião e a ciência que aprendemos… ela te deixa satisfeito com você mesmo?
  7. O que acontecerá quando você morrer?
  8. Descreva o céu e o inferno… e como se chega lá.
  9. Qual é o sentido da vida?
  10. Descreva Deus.
  11. Qual é a mais fantástica qualidade que a humanidade possui?
  12. O que será que impede as pessoas viverem suas vidas da forma mais completa possível?
  13. Qual é o seu único desejo para o mundo?
  14. O que é sabedoria e como podemos alcançá-la?
  15. Estamos sozinhos?

como as moscas conseguem ficar assim?

Pare para pensar e conte quantas vezes você já disse… a frase-chavão amorosa: “precisamos discutir nosso relacionamento!” mais pop de todos os tempos!

Eu [ para falar a verdade ] já perdi as  contas…

Tudo começa como num ritual…

1° momento

Você se olha no espelho e pensa, murmurando hiper magoada: Continuar lendo “como as moscas conseguem ficar assim?”

uma proposta

no blip costumo selecionar uma música dos filmes da disney, pra fechar a noite e dormir… daí pensei: Continuar lendo “uma proposta”

família êh, família ah, família…

pq não sei o que seria sem eles

pq a gente briga feio, xinga, manda pra lugares impublicáveis… mas ai de quem ousar falar uma vírgula torta sobre alguém

pq através deles, sentimos ciúme, insegurança, medos, compaixão, ódio, amor, carinho, raiva, alegria, divisão, particularidades, unicidade…

e aprendemos a roubar no banco imobiliário e a passar a perna Continuar lendo “família êh, família ah, família…”

máximo divisor comum

Continuar lendo “máximo divisor comum”

quando neLvoso faço o que?

a porcelana do rei

Certa vez, achava-se Confúcio, o grande filósofo, na sala do trono.

Em dado momento o Rei, afastando-se por alguns instantes dos ricos mandarins que o rodeavam, dirigiu-se ao sábio chinês e perguntou-lhe:

– Dizei-me, ó honrado Confúcio: como deve agir um magistrado? Com extrema severidade a fim de corrigir e dominar os maus, ou com absoluta benevolência – a fim de não sacrificar os bons?

Ao ouvir as palavras do soberano, o ilustre filósofo conservou-se em silêncio; passados alguns minutos de profunda reflexão, chamou um servo, que se achava perto, e pediu-lhe que trouxesse dois baldes – sendo um com água fervente, outro com água gelada.

Ora, havia na sala, adornando a escada que conduzia ao trono, dois lindos vasos dourados de porcelana. Eram peças preciosas, quase sagradas, que o rei muito apreciava.

E, com a maior naturalidade, ordenou o velho filósofo ao servo:

– Quero que enchas esses dois vasos com a água que acabas de trazer, sendo um com água fervente num dos vasos e a gelada no outro, quando o rei, emergindo de sua estupefação, interveio no caso com incontida energia:

– Que loucura é essa, ó venerável Confúcio! Queres destruir essas obras maravilhosas?! Fará , arrebentar o vaso em que for colocada; a água gelada fará partir o outro!

Confúcio tomou, então, de um dos baldes, misturou a água fervente com a gelada e, com a mistura assim obtida, encheu os dois vasos sem perigo algum.

O poderoso monarca e os mandarins observavam atônitos a atitude singular do filósofo.

Este, porém, indiferente ao assombro que causava, aproximou-se do soberano e assim falou:

– A alma do povo, ó Rei, é como um vaso de porcelana, e a justiça é como a água. A água fervente da severidade ou a gelada da excessiva benevolência são, cada uma, desastrosas para a delicada porcelana; manda, pois, a Sabedoria e ensina a Prudência que haja um perfeito equilíbrio entre a Severidade, com que se pode castigar o mau, e a Longanimidade, com que se deve educar e corrigir o bom.

vou largar dessa onda de ser imediatista

vou me atirar do tomateiro,

cortar os pulsos com papel,

vou me dar um tapa na cara com luva de pelica,

e dançar deitada até o dia raiar.

quem conta um conto…

recebi por email, do ex-dono da fanta, a potranca fake mais famosa que conheci 😉

Quando o Clube dos Malvados tinha 13.297 membros, 20 desses malucos escreveram um conto num determinado tópico onde cada qual foi dando, no bom sentido, continuidade a historieta proposta pela mais célebre criadora de tópicos da comunidade. Os desavisados que participaram dessa empreitada foram: Adriano, Bruno, Caius,Cassiano, Chicuta, Danilo, Derri, Diego, Doutor, Dri, Éden, Eneida, Fábio (Mufasa), Gerominho (esse que vos aborda com esse tópico), Marcos úNico!, Ninguém, Rafaela, Rafafael, Thahy (dona da idéia de jerico) e Vinicius, o cultivador de bonsais.

O resultado? Alguns escreviam na primeira pessoa, outros na terceira pessoa em tempo passado, outros em tempo presente… só dá pra saber com certeza que essa história não teve foi futuro, mas disso cuidei hoje, depois dum calote longe de casa e muito tempo disponível no aeroporto.

QUEM CONTA UM CONTO… AUMENTA UM PONTO! Não ficou exatamente como exibido abaixo, mas quem tiver um décimo da minha paciência poderá conferir se não bastou apenas uma garibada para o conto-frankestein ficar assim:

Em um belo dia de sol,

Constantino, nosso herói brasileiro resolveu acordar com o pé esquerdo (dizem às más-línguas que ele é um supersticioso de primeira) só para provar que tem razão. Ao levantar da cama deparou-se com o fato de estar sem roupa. Estranhou, afinal, lembrava-se direitinho de ter feito todos os rotineiros preparativos antes de dormir, inclusive de vestir aquele seu pijama roto pelos tantos anos de uso. Virou-se e percebeu sob os lençóis as curvas sinuosas de um corpo. Não se lembrava quem poderia ser, Diana, diarista – visita semanal, e remédio contra punheta não era com certeza. Continuar lendo “quem conta um conto…”

hallelujah

primeiro…

recomendo que você leia este post quando estiver sozinho/sozinha…

e quando o mundo ao teu redor estiver em silêncio…

quando você conseguir ouvir a tua respiração…

encoste a cabeça na mesa…

aperte o play… e sinta esta música:

Continuar lendo “hallelujah”

Gostaria que ela voltasse.

Quando ela está eu sofro muito,
mas também danço muito.
Sofro 50 e danço 150.
Fico a ganhar 100 de dança.
Por isso é que quero que ela volte. Continuar lendo “Gostaria que ela voltasse.”

aeh!!!

galeria apaixonante

clica na imagem pra conferir…

momento

… diz:
eu me sinto nauseada
muitas vezes durante os dias
as conversas, q o cara cita no texto
futebol-mulheres-problemas-grifes-relacionamentos
como se as coisas precisassem de sentido
sabe como sinto o mundo?
um lugar caotico, onde NADA precisa ter uma relação direta com suas causas e efeitos
por isso é maravilhoso e surpreendente
e bonito
as pequenas coisas
coisas simples
tava ouvindo Gita, na voz do raul
‘eu sou a pesca do pescador’
ai o gu me perguntou do q se tratava a musica
ai disse q era sobre o AMOR
e ele
do nada falou da clarinha
perguntando se eu sabia onde ficava a casa dela

puxa.. Continuar lendo “momento”

PRESENÇA

[…]
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto – em mim – a presença misteriosa da vida…
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato…
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.
Quintana

“Em cada coração há uma
janela para outros corações.
Eles não estão separados,
como dois corpos.
Mas, assim como duas lâmpadas
que não estão juntas,
Sua luz se une num só feixe.”

Jalaluddin Rumi

resumo de dois corações. quem sabe, uma historia que começa ao contrário

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