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a sombra que me move também me ilumina

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Fala de Criança

peixes

– mãe, me dá um pexe?

– de presente?

– é.

– tá bom, mamãe compra um procê. De que cor?

– um tubarão

– Gu, um tubarão não cabe no aquário. Sem falar que ele pode comer nossa mão

– Mas eu quero fazer cosquinha na biga* do tubarão

– aiaiai, bebê. Não vou te dar um. Escolhe outro

– Uma baleia? 😀

– baleia não é peixe, é mamífero… hmm, depois te conto… Gu, baleia não dá, tem que ser um peixe pequenininho assim, ó: [ ___ ]

– puxa vida!

– Mas porquê você queria um tubarão?

– Pro téo** ficar morrendo de medo! Igual ao tom!

– Ai gu, larga de ser malvado…pobre do téo!

– É, aí eu jogo o téo no aquário e o tubarão corre atrás dele, aí ele nada, nada e sai todo molhado com muito medo!

[aff… eu que não mato uma formiga, tenho um baby desse jeito…pq meninos não gostam de gatos afinal?!]

* barriga

** meu gato siamês

‘mãe conta uma história?’

– ai bebê, tô com sono… a mamy precisa dormir
– eu canto pra você dormir mãe

pega então o teclado do lap…e começa:

– mãaaaanhêeeeee eu te aaamoooo mãaamãaanhêee eu te aaaamoooo…
– que lindo guuuu! boa noiteee meu leãozinho!
– mãe, agora conta uma história?! Pôoootávôooo!!!
– ai bebê! tá certo! era uma vez…

* por favor 😉

p.s: agora me digam: cooomo que eu posso resistir a essa carinha pidona?! hein?! hein?!

cinema

– Olha gu! o filme daquele cachorro! Quer assistir com a mamãe?!

– Não! Você conversa muito no filme! O vovô vai comigo!

– Gasp! Tudo bem, senhor Gustavo. Vou avisar ao seu avô!

– Mãe, eu já falei com ele!

– Snifs… Snifs… Tá certo…

[Buáaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa… daqui a pouco ele avisa que casa!!! Buáaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!]

cofrinho

O Gustavo ganhou a alguns meses um cofrinho em formato de gatinho. Toda moeda que ele achava pelo chão corria para depositar lá.

A única regra que impus sobre o cofrinho era: você só vai ganhar presente no dia das crianças…nada de pedir brinquedo antes desse dia… você vai comprar seu presente com esse dinheirinho aí dentro.

-x

Maaaaasssss numa casa com avós coruja, fica difícil manter uma regra [cruel – na opiniao deles] básica para a educação do nosso leãozinho. Certo dia, correndo pela casa imitando um jato supersônico ultra-rápido, o gu acabou esbarrando numa mesinha e quebrando um vaso-xamego da vó coruja… O bixinho ficou tão desesperado, foi chorando pro quarto, avisar que tinha quebrado:

– Buaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh aaahhhh Vooo-Vóooo eeeuu quebeeei a salaaa!

-É o quê, Gu?

– Vem ver, vó!

(…)

– Vó, eu vou pagar! Eu tenho dinheiro no meu gatinho!

– Tá certo, gu…quando você quebrar o gatinho, você me dá.

Alguns meses depois, com o bendito não suportando mais nenhuma moedinha decidi quebrá-lo com o meu guri… Assim que viu as primeiras moedas, encheu uma mão e correu pro avô:

– Vô! O dinhero do vaso da vovó! Tá aqui, viu?

Meu pai, veio todo prosa, me deu uma nota de 10 escondida do gu e depositou as moedinhas no cofre grande da casa 😉 O bixinho não viu a transação comercial e ganhou horas mais tarde uma caixa de chocolate dos avós babões…

precisa nem falar que eu fiquei morrendo de orgulho do meu guri…né?

Rock’n Roll

Pedi que o gu fosse pro banho, enquanto eu ajeitava a bagunça no quarto… Liguei o som, ouvindo um solo maravilhoso de guitarra… Entro então no banheiro cantando o refrão em alto e bom som – enqto tocava air guitar:

– Oah nobody gonna take my car I’m gonna race it to the ground!!!

– Ahhhhh!!! Que Susto Mãaaeee!!!

– Gu! É Rock’n Roll!!!

– O Róqui in Rou assusta menino pequeno! O Roqui é malvado!

– Yeeaaahhhh Babyyyy! Canta com a mamãe!

Ele aprendeu rapidinho a fingir que toca guitarra! Fiquei então na bateria!!

Wooooooooooooooooooow! Amo Demais Esse Meu Guri!

Mamys coruja

mas com certeza, não poderia ser diferente:

clica aqui para ver um vídeo q fiz do meu leãozinho 

UPDATE

Gustavo no banheiro, fazendo o número 2 e “lendo” uma revistinha da mônica… Então, a tia sem noção toma  a revistinha dele:

– Tia Inháaaiii! O menino tava lendo a revistaaaaa!!!

Qualquer dia, abro uma tag especialmente dedicada à minha mana – vulga tia inhái. A defensora ferrenha do gu: contra ataques de crianças belisconas ou de gordinhas bravas no tobogã.

aí compilei o domingo e fiz outro vídeo 😉

brigada querido André… 😉 A música me inspirou!

batatas fritas

Almoço de sexta… resolvi fritar umas batatas para almoçarmos… aliás, a sexta em si foi um barato: minha irmã preparando um macarrão parafuso com molho, se enrolando toda e se sujando com os temperos… eu, com a faquinha na mão, cortando as batatas e de olho nos pleincs-ploincs-tuns do gustavo no quarto. Coloco-as no óleo quente, ouço aquele ShHhHSshSSssSHSHSHs divertido, quando olho pro lado cá está, o baixinho sentindo o cheirinho e dizendo: Continuar lendo “batatas fritas”

cri…cri…

Volto quebrada da academia… o corpo todo dolorido e encontro o gu com a corda toda. Dou banho, pijama, perfume. Vou então tomar o meu banho, passar os cremes (pra quê tanto creme? – me pergunto… mas pele macia é o que há 😉 ) e preparo uma sopinha básica, compartilho-a com o meu guri…terminamos de assistir a ‘pucca’ e os ‘padrinhos mágicos’. Desligo a TV e o baixinho me aborda:

– mãe, conta uma história?

– da formiguinha constantina?

– é mãe.

Começo então a história… lá pelas tantas o gu á colocou uns 5 personagens adicionais, incluindo um peixe, um duende e os próprios padrinhos mágicos… Depois de uns vinte minutos contando duas histórias paralelas, finalmente o convenço a ficar quietinho para dormirmos… quando de repente, não mais do que de repente…

* cri…cri…CRI…CRI…CRI…cri..cri…*

Ahhhh meu deusss, um grilo! – penso. Fico então quietinha, torcendo para que o gu não acorde…

* cri…cri…CRI…CRI…CRI…cri..cri…*

-mãe, o que é esse baiúlho?

– é um grilo, gu.

– faz ele parar?

– xii, meu amor… vou tentar: CRI…CRI…CRI…

* cri…cri…CRI…CRI…CRI…cri..cri…*

-ihhh, gu…não adiantou não…

(…) * cri…cri…CRI…CRI…CRI…cri..cri…*

– mãe, o guilo…

– é meu amor, acho que ele tá querendo nos dizer algo

-mãaaeeee…. guilo não fala… ele faz: qui-qui-qui…

-é verdade… mamãe boba, essa… peraê que vou caçar o grilo e escrever sobre você 😉

-x-

Acabei achando o bendito grilo e colocando-o para fora… maldição de bichinho, vindo fazer a corte bem na hora de dormir… aff 😉

Ah, acabo me sentindo uma boba, sempre que o gu me dá essas cortadas… bah, será que vou me tornar aquela mãe bobona e palhaça, com o filho gesticulando: ‘menos mae, menos’… snifs… acho q vou precisar de uns braços bem aconchegantes pra me acolher 😉

brinquedos

nunca imaginei que a nostalgia me atingiria tão cedo… batendo papo no orkut, no querido bar 42 me toquei de uma pergunta feita pelo Gu…

Estávamos todos reunidos na casa da minha vó, as crianças brincando e correndo molhadas pela casa, e as tias ‘coroas’ jogando baralho e dando gritinhos de alegria, fazendo piada uma com as outras…E eu, como sempre, deitada na rede lendo um bom livro (recomecei a ler o discworld, de terry pratchet. Tô no segundo livro ‘A luz fantástica)
Em um determinado momento, elas começaram o velho papo sobre ‘era bom ser criança antigamente’… as brincadeiras e principalmente os brinquedos… madeira, pano, cantigas de roda, etc.

Eu tenho 25, minha infância foi nos bons e perdidos anos 80…confesso que nunca brinquei de boneca de pano, nem de casinha, mas era apaixonada por queimada, 7 pecados, pega-pega, etc… peguei o início da era dos brinquedos eletrônicos: tive atari, masterystem, megadrive, nintendo, playstation 1… nossa, 8 bits, 16 bits… os discos de vinis, o fofão e sua faca no interior… os mitos sobre a xuxa e satã…

Minha tia comentou, que em algum lugar da dispensa, ainda existia um peão que o meu falecido vô esculpiu…corri então para procurá-lo. O gu – curioso que só ele – logo se interessou pelo meu mexe-mexe nas prateleiras empoeiradas e disse que iria me ajudar. Quando achei o peão, ele me pergunta:

-O que é isso?!

– um peão, meu mozinho…foi seu bisavô que fez.

– e onde liga? tem botão?

-não, a gente usa uma cordinha

– uma cordinha?! ahh, que chato

– hehe, perae que te mostro como funciona

Aí lá vou eu, depois de anos sem brincar de peão, ensinar a um guri do século 21 como eram as brincadeiras antigamente… Claro que ele se amarrou na idéia, teve até briga entre as crianças para quem rodava o peão, quantas vezes por direito e um quase-ensaio de campeonato…

Será que o bey-blad, pião modernoso trará tão boas lembranças quanto este peão, de madeira e machucado feito pelo meu vô?

Só o tempo dirá 😉

Viver é relembrar. Leia aqui o que sentia a um ano atrás 😉

pintando o sete

O gu diz que vai ao banheiro fazer o número 2. Ele tem 3 anos e 6 meses mas já é hiper independente. Peço então que ele avise quando terminar para que eu possa dar um banho nele, seguiu-se então o diálogo:

-mãe quando você terminar de ler o livro me avisa, ta?

– tá meu amor.

(…)

-mãe, já terminou?

-não, gu.

(…)

– terminou mãe?

-ainda não.

(…)

-mamãe…

-Ow gu, pq vc quer q eu termine de ler o livro?

– pra eu ler o meu pra você!

-vem cá meu bem, pode ler pra mamãe!

– Era uma vez um menino chamado gustavo e a mamae dele tava lendo um livro

aí o gustavo lavou todo o banheiro e fez massinha com o papel higiênico

-ANH?!

– É mãe, desculpa.

AiAi… massinha uma vírgula, ele fez papel machê! Aff… livro dele, vou te contar… com as desculpas que ele me dá, dá pra escrever um compêndio de direito inteiro!

marcianos

Depois de ler a historinha ‘Boa Noite Sol, Olá Lua’ pela terceira vez, dei um beijo de boa noite no Gu e disse que iria dormir. Ele ficou na caminha dele, com a lanterna brincando… então, me questiona:

-Mãe tem maciano?

– Anh?

-maciano de marte… eles podem me pegar?

– gu… eles precisariam de uma nave espacial

– ahhh

(…)

-mãe, se eles tiverem a nave, eles podem me pegar?

-você quer que eles o peguem?

-queuro

-porquê?

-pq eu queuro conhecer marte e outro planeta!

-ow gu, você não gosta da terra?

-gosto, mas é muito chato

-Porquê?!

-puquê quando o sol vai embora eu peciso dormir

– em marte o sol também vai embora… e vc também precisaria dormir

– aí eu iria pa outo planeta, maaaeee!

– Ahhhhhhhhhhhhhh! HaUAHuahUAHuahU Ok, bebê… mas por enquanto você fica por aqui mesmo. Se você  estudar muito e fizer exercício pode ser astronauta:D

-Ahhh não! Escola ñaaaaooo! 

– Boa noite, gu…

-Boa noite…mãe conta a história de novo?

-Tá na hora de dormir… beijo, meu amorzãozaaum!

-puuxaaa vidaaaa!

zZzZz 

amigos imaginários

-‘Ai meu celebo’
-‘O quê, Gu?’
-‘Meu celebo, dento da minha cabeça’
-‘O q aconteceu com ele?’
-‘To pensando, ai ele doeu’
Continuar lendo “amigos imaginários”

mas já?!

-“mae, eu tava na sua barriga?”
-“tava bebê, vc cresceu aqui dentro”
-“ai eu sai com a tesoura?”
– “que tesoura gu?”
– “tava na minha mão, dentro da sua barriga. Ai eu cortei e saí”
– “gasp. não bebê, o médico cortou a barriga da mamãe e tirou você”
– “e como eu entrei?”

ahhhh meu deeeussss… e eu tava esperando por essa pergunta daqui a alguns anos, ainda…ele só tem 3 anos e 4 meses…mas é tão precoce…

3 anos e 3 meses

Hoje meu leãozinho completa 3 anos e 3 meses de vida!
O tempo passa muito rápido!

Aff maria, lembro da época que ficava imaginando como seria o som da sua voz, se ele seria muito ativo ou mais paradão, se iria gostar de chocolate e sorvete, se amaria livros e literatura tanto quanto eu.

E hoje me deparo com um meninão grandão, que exclama ‘Puxa Vida!’ quando se chateia (mas já chegou em casa falando palavrão…), que monta quebra-cabeças, castelos e dragões com os bloquinhos lego.

Pede para o pai um cavalo azul/um carro ou um livro. Cria historinhas junto comigo na hora de dormir – tendo como protagonista a Formiga Constantina – a formiga que nunca desiste ;). Tá certo que em algumas histórias ele mata a Consta, mas tudo bem…Ela sempre renasce na história seguinte.

É um apaixonado por carros, adora brincar e fingir que é um ‘carro super rápido’. Já arranha uns golpes de karatê, jiu-jitsu ou tai-chi-chuan (só sei que tem socos, chutes e Iáaassss no meio). Já sabe mergulhar e é um palhacinho. Adooora me dar sustos e correr atrás da Pan e do Téo (canina e gato, respectivamente).

Hoje enquanto ele estava tomando banho, naquele ritual de: ‘você nao me pega manhêee’, partiu pra cima de mim, para me dar um beijo e um abraço todo ensaboado! Sem falar que adora pintar o box do banheiro com espuma…E cai na gargalhada quando finjo que a espuma é algo mortífero para mim…

Dentre milhares de outras pequenas e grandiosas coisinhas que ele faz…
– mas não queiram vê-lo irritado. Aí ele fecha a cara e não quer mais falar com ninguém.

Quando me pegam correndo atrás dele – me fingindo de dragão, monstro ou fada – me perguntam: “Tá doida, Thahy?” Mas me respondam: Como não virar criança e compartilhar de um mundo tão cheio de imaginação?

Fala de Criança (IV)

O Gú, voltando da escola se depara com o vizinho do andar de baixo (com chapéu de cowboy, botas e cinto) – extasiado então, pergunta:
– CADÊ O CAVALO?!
O Vizinho, morrendo de rir responde:
– Cavalo eu não tenho no apartamento, mas tenho um berrante! Quer ver?!
Aí os olhinhos dele se enchem de alegria e ele proclama:
– Eu sei berrante: AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!

HhaHAHahHAhaHAHahAHhaHAhaHAHahAHhaHAHahAH!!!

Fala de Criança (III)

Estávamos sentados em volta da mesa, lanchando e conversando quando o Gustavo aponta pra caixa de leite e diz:

– “vó, me dá o suco de vaca!”

Fala de Criança (II)

Eu e meu pequeno, balançando na rede observando uma linda manhã:

– Gustavo, qual a cor do céu?
– Azhuulll!
– E das Nuvens?
– Baaaaancasss!
– E das flores?
– VeEeEerdiiiii!
– Anh?
– VerdiMeliaaaas!!!!

Aí ele ri da minha cara de susto e diz:

– O bebê é Azhuuullllllll

Ser criança é tão bom!!!

Fala de Criança (I)

Minha Irmã, tentando enganar o sobrinho, olhando apavorada para uma de suas mãozinhas:

– “Gustavo! Você só tem cinco dedos?!”

Meu pequerrucho, olhando atordoado para a cara da tia:
– “Inhái você tem xinco!”

Eu, olhando orgulhosa e com cara de satisfação para ambos:

– ” kkkkkkk.”

Ahhhhhh, como eu amo ser coruja!

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